quarta-feira, 13 de Agosto de 2014 05:29h Atualizado em 13 de Agosto de 2014 às 05:37h. Jotha Lee

Candidatos apostam em apelidos para conquistar eleitorado

Fylé do Barretão, Terapeuta do Jaleco Rosa e Ronaldinho Cover são alguns pseudônimos de campanha

O eleitor brasileiro já não se surpreende em época eleitoral com os mais diversificados, estranhos e até pejorativos apelidos que alguns candidatos utilizam na tentativa de conquistar o voto. Já é comum ligar a TV no horário eleitoral e lá estarem a fulana do salão, o sicrano da padaria, o Zé do Açougue.
Esses são apelidos pelos quais o candidato é identificado pelo seu local de trabalho e não causam estranheza. Também os apelidos no diminutivo, forma familiar mais comum, que muitos levam para o resto da vida, estão presentes entre o povo brasileiro. Alguns identificam a característica física das pessoas e, outros, o lugar onde o cidadão nasceu.
Os apelidos estão inseridos na vida do país e na maioria dos casos o nome próprio passa a não ter a menor importância. É o caso, por exemplo, da cidade de Cláudio, a 57 km de Divinópolis. O município, que nos últimos dias esteve no topo do noticiário político em função de um aeroporto construído pelo governo do Estado, detém o título de Cidade dos Apelidos e praticamente todo cidadão claudiense é conhecido somente pelo pseudônimo.
O povo da cidade leva a questão dos apelidos tão a sério que foi criada uma página virtual em que estão catalogados alguns dos pseudônimos mais intrigantes da cidade, como Cachopa, Caixão, Chupadinha e Dedé das Candongas. Interessante é que 90% dos apelidos são destinados aos homens e esse é um fato que nem mesmo o criador da página virtual sabe explicar.
Os apelidos, em sua maioria, não incomodam, especialmente quando se trata daqueles que se tornam de domínio público e não apenas do círculo de amigos. É o caso, por exemplo, do apelido do maior jogador de futebol do mundo de todos os tempos, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. E do próprio ex-presidente Lula, cujo apelido se tornou tão importante que foi oficialmente acrescido ao nome do primeiro sindicalista brasileiro a ser eleito para o cargo mais importante da nação.

 

 

 

APELIDOS
Na política, os apelidos inevitavelmente dominam a grande maioria dos candidatos. Entretanto, poucos são os concorrentes identificados por pseudônimos na urna eletrônica que conseguem se eleger. O mais conhecido hoje é Tiririca, apelido que tornou o cantor e humorista conhecido em todo o país.
Esse ano, os candidatos de nomes bizarros e apelidos extravagantes marcarão presença, mais uma vez, na campanha eleitoral. No cardápio do segundo maior colégio eleitoral do País – Minas Geais –, o que não falta é variedade. Há nomes de frutas, peixes, carnes, presidente e terrorista. A maioria vale-se de apelidos para tentar fazer valer a estratégia testada com sucesso no mercado publicitário, a marca que gruda na cabeça do consumidor com o objetivo de obter dividendos nas urnas. Contudo, o balanço de pleitos passados comprova que não basta apenas uma alcunha inusitada e um desempenho extravagante no horário eleitoral para convencer o eleitorado, pois a maioria desses aspirantes jamais se elegeu.
Embora a estatística eleitoral não aconselhe os apelidos, os candidatos, em sua maioria, não abrem mão deles. Um levantamento feito pelo Jornal Gazeta do Oeste entre os candidatos com registros deferidos em Minas, mostra que 60% dos concorrentes têm apelidos. Entre eles estão os candidatos a deputado federal, Fylé do Barretão e Ronaldinho Cover, ambos do PT do B, e Terapeuta do Jaleco Rosa (PROS) e Hot Hot do Amendoim (PHS), ambos candidatos à deputado estadual.

 

 

Fonte: TSE

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.