sábado, 25 de Agosto de 2012 09:42h Gazeta do Oeste

Chalita e Haddad se repetem e Serra foca as propostas

A campanha do tucano José Serra à Prefeitura de São Paulo apostou na estratégia de apresentar propostas concretas para convencer o eleitorado de que tem uma plataforma para quatro anos de mandato. No segundo dia de horário eleitoral na TV, o candidato, que deixou o cargo em 2006 para concorrer ao governo do Estado, prometeu ampliar a rede de ensino técnico e propôs a criação de cursos para cuidadores de idosos e de pessoas com necessidades especiais. "Esse será o primeiro de muitos cursos de formação", anunciou o tucano que, se eleito, prometeu abrir cursos rápidos noturnos em escolas públicas.

 

 

O programa do PSDB começou mostrando o legado de Serra na Prefeitura e deu como exemplo a retomada das obras do antigo Fura-fila, da gestão Celso Pitta (1997-2000). A propaganda tucana acusou o PT da ex-prefeita Marta Suplicy (2001-2004) de paralisar o projeto. "Ele (Serra) retomou as obras e o (Gilberto) Kassab continuou", afirmou o locutor. A campanha mostrou imagens de usuários do Expresso Tiradentes (antigo Fura-fila) elogiando o transporte e anunciou que Serra pretende estendê-lo até Cidade Tiradentes, extremo leste da cidade.

 

Enquanto o petista Fernando Haddad e o peemedebista Gabriel Chalita repetiram programas anteriores, o líder das pesquisas de intenção de voto Celso Russomanno (PRB) apareceu pouco em seu programa. A campanha do PRB optou por mostrar imagens de São Paulo ao som da narração de uma mulher que atua como se fosse a cidade. "É preciso estar atenta para não me iludir de novo", disse a narradora, reclamando de estar "cansada de promessas". Ao final, a narradora afirma que Russomanno passou "a vida toda lutando por um futuro melhor" para a cidade e seus moradores.

 

 

Soninha Francine (PPS) também apresentou um programa inédito na TV, onde narra a jornada diária de uma moradora do Jardim Capela extremo sul de São Paulo, no transporte público. Soninha destaca que a moradora usa seis conduções para chegar ao trabalho. "Ela já chega no trabalho cansada", observou. A candidata apresenta como solução aproximar moradia e emprego e diz que, na região central, onde existem casas com espaço para garagem com até três carros, seria possível adaptá-las para novas moradias que comportassem mais famílias.

 

Paulinho da Força (PDT) trouxe para o programa a questão da distância entre emprego e moradia e disse que, se eleito, vai reduzir os impostos municipais para levar as ofertas de trabalho para a periferia, proposta semelhante à do petista Fernando Haddad. O pedetista disse que pretende administrar os bairros como se fossem cidades independentes. No final do programa, a campanha mostrou o secretário estadual de Emprego, Carlos Ortiz, pedindo votos para Paulinho.

 

 

Já Carlos Giannazi (PSOL) defendeu "um verdadeiro choque de investimento" na Educação e Ana Luiza Figueiredo (PSTU) "exigiu" que a presidente Dilma Rousseff atenda às reivindicações dos servidores federais em greve. José Maria Eymael (PSDC) disse que o prefeito de uma cidade como São Paulo precisa ter a autonomia de um "chefe de Estado". Miguel Manso (PPL), Anaí Caproni (PCO) e Levy Fidelix (PRTB) repetiram o programa do primeiro dia de horário eleitoral na TV. "Prefira o original, o resto é cópia", disse Fidelix acusando seus adversários de copiar seus programas. 

 

 

 

 

 

EM

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