quarta-feira, 29 de Abril de 2015 11:17h Atualizado em 29 de Abril de 2015 às 11:20h. Jotha Lee

Chapa derrotada quer invalidar eleições do Sintram

A eleição do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram), realizada na última semana do mês de março, não terminou com o fim das apurações dos votos

A representante da situação, Luciana Santos, cuja posse ainda será realizada, foi eleita para o próximo biênio, porém sua posse ainda está comprometida. O candidato de oposição, Demetrio Bento da Cruz, que durante a campanha já havia pedido a impugnação da chapa da situação sob argumento de que várias irregularidades estavam sendo cometidas durante o processo eleitoral, voltou à carga. Ele quer agora a impugnação do pleito, que deu a vitória à chapa da situação com 64,44% dos 2.281 votos apurados.
A chapa de oposição diz que houve irregularidade na apuração dos votos, além de manter a firme convicção de que o processo eleitoral foi marcado por vícios que ferem o estatuto do sindicato. Na tentativa de anular o pleito, a oposição convocou para hoje uma assembleia dos servidores, às 17h na sede do sindicato, para discutir e apreciar o pedido de impugnação.
O presidente do Sintram, João Madeira, que ainda não passou o cargo para a presidente eleita, reagiu ontem à iniciativa da oposição e disse que a convocação de assembleia pela oposição não é legítima. “Fere o estatuto do Sintram”, assegurou. Segundo ele, as assembleias gerais dos servidores municipais só podem ser convocadas pela Diretoria e por abaixo-assinado com um mínimo de 5% de assinaturas dos sindicalizados quites com suas obrigações sindicais.
NOTA
Em nota, o Sintram assegurou que o abaixo-assinado, que está sendo distribuído pela oposição, “não apresenta o número de assinaturas necessárias, o que impossibilita ao presidente do Sintram a convocação de uma assembleia para tal fim”. A nota informa, ainda, que o estatuto determina a divulgação do ato através do site do sindicato, por meio de edital afixado nos quadros de avisos internos e externos, pelo seu informativo e por publicação de edital em jornal de circulação regional, no prazo mínimo de sete dias.
“Qualquer convocação que não seja oficializada nos meios de divulgação do Sintram, não é legítima”, assegura João Madeira. A diretoria do sindicato informou, ainda, que no horário marcado para a Assembleia convocada pela oposição, o auditório do Sintram estará cedido aos membros do Conselho Municipal de Educação (Comed).

Crédito: Flávia Brandão
 

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