segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012 09:05h Atualizado em 16 de Janeiro de 2012 às 09:08h. Flávia Brandão

Cidade Tecnológica de Divinópolis

Secretário quer “cercar” proposta para que parque receba de fato indústrias, projeto já está depositado na Prefeitura e área rural terá que ser transformada em urbana

Uma grande expectativa gira em torno da proposta comandada pelo Word Trade Center Brasil e outros empresários de criação de uma Cidade Tecnológica de 4ª geração, em Divinópolis, especificamente na área rural do Choro anunciada há alguns meses. O projeto já está depositado na Prefeitura e o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) designou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Resende (PDT), como coordenador dos trâmites da proposta. Resende ressalta a “magnitude” do projeto, mas adianta que é importante “cercar” a proposta para que indústrias sejam instaladas de fato e a área não se torne apenas um loteamento para residências.


Investimento inicial de R$ 350 milhões podendo alcançar até R$ 1 bilhão e 20 mil empregos, quando a Cidade Tecnológica for totalmente concluída; no local, espaço para moradias e empresas com tecnologia de ponta e não poluentes.  Essas foram às informações gerais anunciadas pelo vice-presidente do WTC Brasil, Leonardo Figueiró, quando apresentou à prefeitura a primeira etapa do projeto, o “Master Plan”, que mapeia as partes específicas, que estarão inseridas dentro do empreendimento.


Rodrigo Resende destacou a importância do projeto e explicou que uma discussão já está em andamento na prefeitura para verificar como será feito o processo de transformação da área rural, no Choro, para área urbana. “Os engenheiros e técnicos urbanistas da prefeitura, que irão nós dar uma orientação de como proceder nesse caso”, disse.


Preocupações


O secretário ressaltou que Divinópolis é uma das poucas cidades do Brasil, contempladas com essa iniciativa, e esse pioneirismo causa certa dificuldade. “Talvez essa seja a grande dificuldade, se em outras cidades já estivesse implantado nas mesmas condições de Divinópolis, em áreas não urbanas seria mais fácil. No interior de São Paulo já está sendo implantada, mas é em áreas urbanas. Então está sendo uma experiência diferente”, disse.


Outra preocupação segundo Rodrigo é pelo fato da Cidade Tecnológica ter previsto loteamentos residenciais. “Não queremos que lá se torne só área residencial. Corre esse risco? Corre, se nenhuma empresa for para lá, já que não tem contrato com nenhuma empresa. Assim pode sim se tornar em uma área residencial e se transformar em outro problema para o município”, explicou.


Cerco


A ideia para evitar essa situação, segundo Rodrigo, seria fazer um “cerco”, de modo que a liberação de áreas para habitação seja gradativa e proporcional as áreas comercializadas para as empresas, avaliando o número de funcionários, cronograma de investimento, etc.
Andamento
Apesar de apontar dificuldades, o secretário garante a implantação do projeto no município e salienta que é um empreendimento que “tem tudo para dar certo” e o mesmo já está começando a movimentar. “O projeto já está começando a movimentar e a prefeitura tem interesse porque é importante ter um projeto dessa magnitude ainda mais que as empresas colocadas lá dentro serão todas não poluentes”, disse.
Rodrigo prevê que para a Cidade Tecnológica atingir sua plenitude irá demandar alguns anos. “Sabemos que será um empreendimento de sucesso, mas essa Cidade Tecnológica não irá acontecer do dia para a noite. A prefeitura irá liberar, mas não é em questão de dias, meses ou um ano, que eles irão construir e estará 100% habitado e funcionando perfeitamente. Sendo liberado agora pela prefeitura, as empresas virão de forma gradativa e para fechar o projeto levará uma década ou mais para ser um empreendimento de sucesso”,  declarou o secretário. 

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