quinta-feira, 26 de Julho de 2012 09:29h Gazeta do Oeste

Cidades mais pobres preveem campanhas ricas em Minas

Bonito de Minas, na região Norte, também apresenta IDH baixo, 0,58. O município recebe por mês do FPM R$ 400 mil e os dois candidatos à prefeitura preveem gastar juntos R$ 500 mil.

Cidades mineiras que têm o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo e dependem quase que exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repassado pelo governo federal, têm campanhas para prefeito caras. Em levantamento feito pelo O TEMPO, foram analisadas cidades pobres, com IDH entre 0,5 e 0,6.

 

A cidade mineira com o pior IDH do Estado, Setubinha, na região do Vale do Mucuri, apresenta índice de 0,56 e recebe por mês, em média, R$ 530 mil do FPM. As campanhas dos dois candidatos à prefeitura da cidade somam aproximadamente R$ 550 mil. Prefeito e postulante a mais um mandato, João Barbosa Neto (PSDB) declarou que deve gastar R$ 350 mil na campanha. O concorrente dele, Ricardo Colares (PPS), estipulou R$ 200 mil. Setubinha tem 8.496 eleitores, e a campanha dos dois candidatos custará, em média, R$ 64,7 por voto, quase o dobro do valor do voto em Belo Horizonte. A capital mineira tem o voto avaliado em R$ 39.

 

Bonito de Minas, na região Norte, também apresenta IDH baixo, 0,58. O município recebe por mês do FPM R$ 400 mil e os dois candidatos à prefeitura preveem gastar juntos R$ 500 mil. José Reis (PPS) e Vânia Carneiro (PDT) acreditam que suas campanhas terão gasto de R$ 250 mil cada um. Os candidatos planejam gastar R$ 69 por voto, já que 7.225 pessoas têm direto de ir às urnas.

 

O município de Indaiabira, no Norte do Estado, recebe os mesmos R$ 400 mil de FPM por mês. Mas a cidade tem menos eleitores do que Bonito de Minas, 5.994, e gastará mais na campanha. Marcus Costa (PTB), que tenta reeleição, tem previsão de R$ 200 mil. Vanderlúcio de Oliveira (PHS) apresentou limite de gastos de R$ 400 mil. Eles vão gastar, em média, R$ 100 por voto, mais que o dobro do que deve ser gasto na capital.

 

Outras duas cidades com IDH baixo, localizadas no Norte do Estado, vão gastar muito mais do que recebem de FPM por mês. Curral de Dentro, que conta com 5.900 eleitores, pode ter gastos de campanha de R$ 650 mil. O FPM repassado ao município é de R$ 400 mil. Hermilino Malaquias (PTB) estipula R$ 150 mil, e Lúcio Nogueira (PMDB) prevê R$ 500 mil.

 

Em Manga, o repasse do FPM por mês representa cerca de metade das despesas dos candidatos. Juntos, eles esperam gastar R$ 1,8 milhão. A cidade tem 15.815 eleitores, e o custo do voto será de R$ 116.

 

 

 

 

 

 

O TEMPO

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