sábado, 6 de Agosto de 2016 09:15h Jotha Lee

Cinco candidatos iniciam corrida pela sucessão municipal

Três concorrentes disputam sucessão municipal pela primeira vez

POR JOTHA LEE

jotalee@gazetaoeste.com.br

 

Com três candidatos es­treantes e dois veteranos, foi fechado ontem o quadro dos concorrentes que vão disputar a sucessão do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) nas eleições municipais de outubro. Gali­leu Machado (PMDB), Iris José de Almeida (PT), Jorge Torqua­to (PSOL), Luiz Militão (PSDB) e Marquinhos Clementino (PROS) tiveram seus nomes homologados pelas conven­ções partidárias e estão aptos a disputar o pleito. Os dois úl­timos nomes foram definidos essa semana. Na quinta-feira à noite, a convenção do PT de­cidiu contrariar o governador Fernando Pimentel e lançou oficialmente a candidatura do advogado Iris José de Almeida. Ontem, em convenção reali­zada na Câmara Municipal, o PSDB homologou a candida­tura do radialista Luiz Gonzaga Militão.

Os cinco candidatos vão disputar a prefeitura de uma cidade com 235 mil habitan­tes, 158.937 eleitores e um orçamento próximo de R$ 600 milhões. Apesar dos números gigantescos, o que o futuro prefeito vai encontrar pela frente é uma prefeitura falida, com uma dívida total de R$ 130 milhões, arrecadação em baixa, cerca de cinco mil fun­cionários, folha de pagamento (com encargos) superior a R$ 16 milhões mensais e arre­cadação ainda com viés de queda.

A Lei de Diretrizes Orça­mentárias (LDO) aprovada em junho pela Câmara, é outra fonte de notícias ruins para 2017. Pela previsão da LDO, o prefeito eleito em outubro terá que dedicar praticamente o primeiro ano de governo para sanear a prefeitura. Além dis­so, não terá capacidade para investimentos, o que reduzirá drasticamente a possibilidade de abertura imediata de novas frentes de obras e, além de receber uma herança da atual administração em obras ini­ciadas e paradas, que deverão ter continuidade, como é o caso do Centro Administrativo, cuja segunda etapa ficará toda para a próxima administração, além de ter que assumir a res­ponsabilidade sobre o contra­to assinado com a Copasa para tratamento do esgoto.

 

INVESTIMENTOS

 

A redução na capacidade de investimento no ano que vem passa de 84%. A previsão orçamentária para esse ano indica que os investimentos poderão chegar a R$ 129,7 milhões. Entretanto, a reali­dade ficará muito longe dessa previsão, já que até junho, o município havia investido somente R$ 29 milhões. Essa redução foi motivada pela grande quantidade de investi­mentos suspensos em função das medidas de contenção de gastos adotadas pelo prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) para conseguir fechar as contas no final do ano.

Já é certo que a previsão de investimentos de R$ 129 milhões para esse ano não será cumprida. Isso chama ainda mais a atenção para a crise que pode até ficar mais aguda no ano que vem, ao fazer uma comparação com a meta de investimentos para 2017. A diferença da previsão desse ano para a estimativa de 2017 é alarmante. De acordo com a LDO, em 2017 a prefeitura aplicará em investimentos apenas R$ 19,6 milhões, ou seja, R$ 110,1 milhões a menos que o previsto para esse ano. A redução é de 84,83%

Outra notícia ruim para o próximo prefeito é o cresci­mento da folha de pagamento do funcionalismo público mu­nicipal, que pela previsão de­verá ter um peso ainda maior nos gastos do município. Para garantir a folha, incluindo os encargos sociais, a prefeitura deverá desembolsar R$ 302,1 milhões em 2017. De acordo com a LDO, a folha de paga­mento de 2017 sofrerá um acréscimo de 14,07% em rela­ção a esse ano. São 3,67% de crescimento vegetativo (van­tagens e benefícios fixados por lei), mais 7,40% de acordo com a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pela Universidade Fe­deral de Minas Gerais (UFMG), mais 3% devido a contratações em decorrência do concurso público e eventuais revisões no Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).

A Lei de Diretrizes Orça­mentárias estabelece a receita corrente para 2017 de R$ 579,6 milhões e somente em impos­tos municipais, a arrecadação prevista é de R$ 108,4 milhões em tributos e taxas. A previsão para o Imposto Predial e Terri­torial Urbano (IPTU) é de R$ 25,9 milhões para 2017, contra pouco mais de R$ 24 milhões previstos para esse ano. A dívi­da consolidada do município o ano que vem, conforme prevê a LDO, chegará a R$ 95,9 milhões, atingindo a cerca de R$ 130 milhões incluindo a dívida corrente. Somente para bancar os juros e encargos da dívida o município terá que desembolsar R$ 6,2 milhões mensais. Para bancar a amor­tização, serão necessários mais R$ 13,5 milhões.

 

O ELEITORADO

 

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitorado que vai eleger o próximo prefeito de Divinó­polis, é formado por maioria feminina, com 53,06% de mu­lheres. Os eleitores com idade entre 45 e 59 anos representam a maior fatia do eleitorado da cidade, com 42.907 pessoas aptas a votar em outubro. Logo a seguir estão os eleitores com idade entre 25 e 34 anos, que somam 33.792. Já na faixa de 35 a 44 anos são 32.416 e de 60 a 79 anos são 25.542 elei­tores. Os jovens na faixa de 16 aos 24 anos, representam 14,55% do eleitorado, com 23.104 inscritos regularmente e aptos a participar do pleito de outubro.

O levantamento do TSE mostra que o eleitorado de Di­vinópolis cresceu 30,30% nos últimos 16 anos. Em outubro de 2000, a cidade contabilizava 121.972 eleitores, número que atingiu a 158.937 em junho desse ano.

 

OS CANDIDATOS

GALILEU TEIXEIRA MACHADO (PMDB) – Casado, nascido em 11 de julho de 1932 (84 anos), prefeito por dois mandatos. Candidato em 2012, foi o segundo colocado, obtendo 35.209 votos.

IRIS JOSÉ DE ALMEIDA (PT) – Divorciado, nascido em 15 de setembro de 1946 (70 anos), advogado, disputa a prefeitura pela primeira vez.

JORGE TORQUATO (PSOL) – Casado, nascido em 1º de agosto de 1956 (62 anos), empresário, disputa a prefeitura pela terceira vez. Candidato em 2012, obteve 4.366 votos.

MARQUINHOS CLEMENTINO (PROS) – Casado, nascido em 3 de abril de 1967 (49 anos), disputa a prefeitura pela primeira vez. É vereador na atual legislatura, tendo sido o candidato mais votado, obtendo 3.158 votos.

LUIZ MILITÃO (PSDB) – Casado, radialista e militante de movimentos comunitários. (sem maiores informações).

 

 

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