quinta-feira, 16 de Agosto de 2012 09:42h Gazeta do Oeste

Comerciante diz que teve nome usado para abertura de empresa relacionada a Cachoeira

Segunda pessoa a prestar depoimento ontem (15) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, a comerciante Roseli Pantoja da Silva negou envolvimento com os negócios do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira - acusado de liderar esquema de jogos ilegais. A comerciante disse que soube das denúncias pela internet e que seu nome está sendo usado ilegalmente.

 

Roseli também negou ser dona da Alberto & Pantoja, apontada pela Polícia Federal como uma empresa de fachada para lavar dinheiro do esquema montado por Cachoeira. “Não trouxe advogado e estou aqui sozinha. Meu nome foi usado. Fiquei sabendo [das acusações] há dois meses, por meio de um jornalista. Não tenho nada, nenhum envolvimento com essa quadrilha. Meu nome foi usado e estou aqui para esclarecer”, disse Roseli Pantoja.

 

No início do depoimento, o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-SP), perguntou se o número no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) que consta na CPMI é dela. A comerciante negou e disse que seu nome é escrito com “i” e não com “y”, como foi incluído nos registros da comissão.

 

 

Roseli Pantoja informou que foi casada com Gilmar Carvalho Moraes, contador que é apontado pela Polícia Federal como integrante da quadrilha montado por Cachoeira. Disse ainda que, antes da separação, ocorrida há 10 meses, assinou uma procuração para o ex-marido para que ele providenciasse a abertura de uma empresa.

 

De acordo com PF, Roseli Pantoja seria sócia de seis empresas. Mas, ao depor hoje, ela apenas admitiu ser dona de uma empresa que ainda não está com a situação regularizada porque o ex-marido não concluiu o processo de abertura. Roseli informou que o ex-marido usou a procuração para abrir uma conta e emitiu vários cheques sem fundo. Segundo ela, o ex-marido esteve envolvido com drogas.

 

 

Diante das informações prestadas por Roseli, vários integrantes da comissão levantaram a suspeita de que o ex-marido tenha usado o CPF dela para abrir as empresas. “Isso mostra claramente o nível de complexidade dessa organização criminosa, que usa nome de pessoas para fazer uma movimentação milionária. A empresa em nome da Roseli movimentou mais de R$ 60 milhões, desses quase metade originários da Delta”, disse Odair Cunha. 

 

 

 

 

 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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