segunda-feira, 9 de Julho de 2012 10:31h Gazeta do Oeste

Comitiva de Dilma foi cercada por manifestantes

A presidente Dilma Rousseff comentou sexta (6) os protestos de servidores federais que enfrentou em sua passagem pela cidade do Rio de Janeiro. Perguntada sobre se havia visto a manifestação na chegada ao Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio, a presidente respondeu: “Vi querido. Nós vivemos em uma democracia. Vocês querem o quê?”

 


Na chegada da comitiva da presidente Dilma Rousseff ao Hospital Miguel Couto, em torno de 50 manifestantes dos setores da saúde e do Ensino Superior federais, com faixas e cartazes, cercaram os carros onde estavam as autoridades. Reunidos desde cedo em frente à porta do hospital, eles protestam por melhores condições salariais, de trabalho e pela aprovação dos planos de carreira. Com gritos como “Ô Dilma, a culpa é sua, a nossa greve está na rua” e “Saúde e educação querem negociação”, os manifestantes exigiam ser recebidos pela presidente, que entrou no hospital sem abrir a janela do carro.

 


Em cerimônia de descerramento da placa de inauguração da nova Coordenação de Emergência Regional (CER) não durou mais do que um minuto, sem discurso de qualquer autoridade. Dilma apenas uniu as mãos com Cabral e Paes, aplaudidos pelo ministro. Ao final da cerimônia, Alexandre Padilha comentou o protesto dos servidores federais e disse que a responsabilidade pelos aumentos de salário não é do Ministério da Saúde. “Quem coordena todo o processo de negociação com os servidores federais é o Ministério do Planejamento, que tem mantido conversas com os representantes de várias áreas do governo federal”, afirmou.

 


O ministro a saúde, Alexandre Padilha ainda comentou sobre a ressalva feita pela presidente Dilma sobre as manifestações: “O comentário foi o que ela fez para vocês: isso faz parte da democracia. Esse é um governo que respeita a manifestação dos trabalhadores e das organizações sindicais, e isso faz parte do processo de negociação".

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