quarta-feira, 6 de Novembro de 2013 10:48h Atualizado em 6 de Novembro de 2013 às 12:07h.

Congresso terá comissão para monitorar violência contra a mulher

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta terça-feira (5) que o Congresso terá uma comissão para monitorar casos de violência com a mulher. O anúncio ocorreu durante ato em que um grupo de senadoras e deputadas federais dirigiu-se

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta terça-feira (5) que o Congresso terá uma comissão para monitorar casos de violência com a mulher. O anúncio ocorreu durante ato em que um grupo de senadoras e deputadas federais dirigiu-se ao Plenário do Senado para prestar solidariedade à operadora de caixa Mara Rúbia Guimarães, que teve os dois olhos perfurados com uma faca de cozinha pelo ex-marido, em Goiânia.

 


"Enquanto nós não tivermos aprovado na sessão do Congresso Nacional essa comissão definitiva para acompanhamento", afirmou Renan, "eu assumo com as deputadas e a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal o compromisso de que teremos temporariamente uma comissão que vai, sim, acompanhar esses casos".
Da tribuna várias senadoras manifestaram apoio a Mara Rubia e criticaram o Ministério Público do Estado de Goiás por ter emitido parecer considerando que o ex-marido não teve a intenção de matar a vítima.

 


Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) reclamou da falta de ação do Ministério Público do Estado de Goiás e da Secretaria de Segurança do Estado de Goiás que não tomaram nenhuma providência para o caso mesmo após terem sido solicitados pelas Procuradorias da Mulher da Câmara e do Senado.
— Não recebemos nenhuma resposta que pudesse nos acomodar no sentido de que pelo menos a Justiça está sendo buscada — protestou Vanessa Grazziotin.

 


No mesmo sentido, a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da Comissão de Direitos Humanos, criticou o Ministério Público de Goiás por tentar, segundo ela, “desqualificar o caso de Mara Rúbia, como se não fosse tentativa de homicídio, mas apenas de lesão corporal".
Já a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), considerando o caso de Mara Rúbia como um exemplo típico de violência de gênero, alertou para a necessidade de acompanhamento total do andamento do processo de Mara Rúbia pelas Procuradorias da Mulher do Senado e da Câmara. Em sua avaliação, o crime contra Mara Rubia demonstra a banalização da vida das mulheres no país.
Após ouvir as denúncias das parlamentares, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) informou que deverá tratar do assunto com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, em reunião nesta quarta-feira (6), no Palácio da Justiça. Renan acrescentou que pedirá ao procurador-geral de Justiça Rodrigo Janot Monteiro de Barros, providências quanto às denúncias com relação ao posicionamento do Ministério Público de Goiás no caso de Mara Rúbia.

 


Manifestaram ainda solidariedade a Mara Rúbia os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Ana Amélia (PP-RS), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) e Sérgio Souza (PMDB-PR).

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