quarta-feira, 22 de Outubro de 2014 06:08h Jotha Lee

Copasa inicia campanha e já admite que falta de água é ameaça real

Prédios públicos e comerciais poderão ser obrigados a instalar controladores de consumo

A crise no abastecimento verificada em boa parte dos municípios do país, gerada pela falta de investimentos na captação de água e agravada com a estiagem prolongada que se verifica desde o ano passado, elevou o tom dos pronunciamentos na Câmara Municipal de Divinópolis. Boa parte dos vereadores tem alertado para a situação e não faltam críticas à Copasa, empresa responsável pelo abastecimento em Divinópolis, que nos seus mais de 35 anos de concessão, não fez investimentos em captação, o que coloca em risco o abastecimento na cidade.
Nos últimos dias, a Copasa negou que haja riscos de desabastecimento na cidade, mas desde ontem mudou o discurso. Através de peça publicitária, que está sendo veiculada nos meios de comunicação, a companhia admite que a água pode faltar em Divinópolis. De acordo com o conteúdo institucional da empresa “com o longo período de estiagem ou pouca chuva, a vazão da água que abastece a cidade está cada vez menor e os reservatórios estão operando com suas capacidades mínimas. Por isso, a falta de água é uma ameaça real.”
Na Câmara Municipal algumas iniciativas práticas na tentativa de evitar o desperdício de água estão sendo tomadas. A primeira foi do vereador, Nilmar Eustáquio (PSL), que prevê punição para quem desperdiçar água com lavagem de calçadas, quintais e veículos. A proposta prevê multas aos infratores. Para garantir a tramitação da proposta, o vereador apresentou um Substitutivo, já que a proposição original era inconstitucional. O Substitutivo ainda aguarda os pareceres das Comissões.

 

 

 

CONTROLE
Outros dois projetos visando orientar e reduzir o consumo também já estão tramitando na Casa. As duas propostas foram apresentadas pelo vereador, Eduardo Print Júnior (SDD), e tramitam desde o último dia 16. Uma das propostas estabelece a instituição da cartilha de economia de água e energia elétrica na Rede Municipal de Ensino. A proposta determina que a cartilha deverá ser ilustrada com personagens infantis, contendo histórias sobre o desperdício, o preço e a maneira correta de utilização da água e da energia elétrica.
A segunda proposta apresentada pelo vereador, age na prática para economizar água e torna obrigatória a instalação de dispositivos hidráulicos para o controle e a redução do consumo de água em todos os empreendimentos imobiliários públicos e privados não residenciais. De acordo com a proposta, as edificações já construídas terão o prazo de cinco anos para adequarem suas instalações às exigências da lei.
Segundo a proposição, os dispositivos para reduzir o consumo de água são torneiras para pias, registros para chuveiro e válvulas para mictórios, acionadas manualmente e com ciclo de fechamento automático, ou acionadas por sensor de proximidade.
A lei estabelece, ainda, a obrigatoriedade de apresentação de projeto hidráulico, aprovado pelo órgão competente, para a emissão do alvará de construção. Determina, ainda, que os projetos hidráulicos somente serão aprovados pelo órgão competente se preencherem os requisitos estabelecidos pela Lei.
Eduardo Print Junior assegura que sua proposta vai gerar importante economia de água. “Nosso projeto visa estabelecer parâmetros de economia de água uma vez que os equipamentos previstos pela proposta podem diminuir em até 50% o consumo”, afirma.

 

 

Crédito: Liziane Ricardo
 

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