Coronavírus assume as falas de vereadores em tarde de câmara com portas fechadas em Divinópolis.

Entre dicas, comparações e cobranças, o COVID-19 fez parte de um coro só na assembleia da ultíma terça.

Cristiano Medeiros

 

            A pandemia causada pelo novo coronavírus foi a pauta principal da reunião ordinária desta terça-feira (17) que contou com as portas fechadas por causa do Decreto de número 13.724/2020 publicado ao decorrer da última segunda-feira. O assunto se fez presente do início ao fim do encontro, e teve presença nos debates do dia, além dos discursos de 11 componentes das cadeiras, presentes no plenário.

            Ao abrirem a sessão já se via a novidade, uma câmara vazia, contando apenas com a presença dos vereadores e demais funcionários que trabalham na casa. Ao lado de fora, manifestantes cobravam explicações por conta de interpretações do decreto emitido. Entre os manifestantes, se encontravam donos de academias de musculação e trabalhadores que fazem parte de obras públicas, que foram até a porta da câmara cobrar mais transparência diante do caso. Ambas as partes de manifestantes serão diretamente afetadas.

            Seguinte a isso, os debates começaram e vereadores tinham visões diferentes sobre como atender essa população. Após reunião interna de cerca de 10 minutos, houve um consenso e conseguiram com que um pedido por meio de carta fosse feito pelos manifestantes para que chegue às autoridades as dúvidas da sociedade e possam respondidas todas as questões que tumultuam diversos ambientes.

            Dando sequência aos serviços, foi a vez dos discursos em tribuna livre por conta dos vereadores. Os discursos que até a semana passada davam conta de melhorias para a cidade, obras públicas, descaso de autoridades e outros, foram deixados de lado por grande parte do tempo de fala, para que o uso da palavra fosse feita em prol de conscientização da população.

            Em coro, os vereadores abordaram temáticas como aumento do preço de produtos para higienização, a deficitária saúde pública no País, comparações com países Europeus com grande proliferação e mortes, como o exemplo da Itália, e também a liberação do Hospital Regional, que ajudaria e muito em meio a este cenário conturbado que a cidade se encontra.

 Dentre os que falaram,  Dr. Delano (MDB), Roger Viegas (PROS), Edson Souza (Sem Partido) e Adair Otaviano (MDB)  destacaram pontos interessantes e são eles: O Dr. deu exemplos de como cuidar da saúde em meio a pandemia, explicando para os demais colegas de casa modos básicos para evitar a contaminação. Por sua vez, o vereador Roger Viegas levou álcool em gel e uma máscara para mostrar como se faz o uso. Edson Sousa cobrou o posicionamento do Governador Romeu Zema (Novo) à respeito do Hospital Regional que têm as suas obras paralisadas. E por último, o vereador Adair Otaviano alertou para a disseminação dentro do ambiente de trabalho muito povoado e supermercados. 

Por fim, o que se viu na reunião desta terça foi algo muito diferente do comum, os vereadores assumiram um papel de interlocutor em imensa maioria abordando o mesmo assunto e tendo cuidados ao darem dicas para a sociedade que se encontra preocupada. 

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