CPI pode ser prorrogada para investigar ligações políticas de Cachoeira, diz relator

Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados devem ser prorrogados. A informação é do deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPMI no Congresso Nacional. Cunha está nesta sexta-feira em Belo Horizonte para acompanhar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre agenda política na capital mineira. Segundo o deputado, a parte de depoimentos termina na semana que vem e, no final de setembro, ele apresenta relatório parcial do que foi apurado.

Segundo o relator, até agora o foco das investigações foi a relação de Cachoeira com cerca de 20 empresas, entre elas a Delta Engenharia, que assinou contratos milionários com prefeituras, governos estaduais e, inclusive, para obras do governo federal. A prorrogação dos trabalhos, de acordo com o deputado, seria necessária para averiguar as implicações políticas nas relações do bicheiro com agentes públicos e governos. "A Polícia Federal não fez uma investigação mais profunda do envolvimento político do Cachoeira. Isso não foi possível porque a maioria dos depoentes fez pacto de silêncio", afirmou. Cunha afirmou que, a partir de hoje, a comissão começa a receber da Polícia Federal documentos, vídeos e áudios recolhidos durante a Operação Monte Carlo, que investigou o esquema ilegal montado por Cachoeira.

A decisão sobre a prorrogação dos trabalhos vai ficar para o início de outubro. Questionado se o foco político pode prejudicar o governo federal, Cunha foi cauteloso. "Só vou emitir minha opinião no início de outubro quando a gente vai definir se vamos precisar ou não prorrogar", afirmou.

 

 

 

 

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