quinta-feira, 7 de Janeiro de 2016 08:36h Atualizado em 7 de Janeiro de 2016 às 08:38h. Jotha Lee

Crise financeira impediu conclusão da primeira etapa do Centro Administrativo no ano passado

Prefeito mantém inauguração da obra para as comemorações do aniversário da cidade

A crise financeira que o município vem enfrentando nos últimos anos foi o principal motivo que impediu a conclusão da primeira etapa das obras do Centro Administrativo no ano passado. A obra, no alto da Avenida Paraná, foi orçada inicialmente em R$ 20,5 milhões, porém terá um aumento no custo final, devendo ficar em mais de R$ 25 milhões. Esse aumento se deve aos atrasos no cronograma de obras, em razão da falta de recursos que atingiu a prefeitura no ano passado, que para manter os serviços básicos teve que colocar em prática um rigoroso esquema de contenção de despesas, reduzindo investimentos em obras e serviços.
No ano passado, a Lamar Engenharia, empreiteira responsável pela execução da obra, confirmou que havia reduzido as atividades em razão da falta de pagamento. A previsão orçamentária do município era fazer um repasse de R$ 5,2 milhões em 2015 para a continuidade das obras do Centro Administrativo. Com o aprofundamento da crise, a prefeitura disponibilizou apenas R$ 551,3 mil para pagamento à empreiteira, porém até o dia 30 de dezembro apenas R$ 261,1 mil haviam sido efetivamente pagos.
Mesmo com a falta de pagamento, a Lamar Engenharia continua tocando a obra, cuja primeira etapa já está com quase 80% concluídos. Ontem dezenas de operários trabalhavam no acabamento e na área externa, que fica de frente para a Avenida Paraná, onde haverá um estacionamento.
 

 

EMPRÉSTIMO
No início do mês de dezembro de 2015, a Câmara Municipal aprovou projeto de autoria do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), transformado na Lei Municipal 8.070/2015, que autoriza o município a contratar empréstimo de R$ 2 milhões junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), com a finalidade de concluir a primeira etapa das obras do Centro Administrativo. Inicialmente prevista para ser entregue em 2013, a primeira etapa do empreendimento deverá ser entregue somente em meados desse ano, com três anos de atraso, conforme previsão feita pelo prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), em entrevista ao Jornal Gazeta do Oeste.
Essa primeira etapa compreende a finalização do primeiro bloco, urbanização da área, iluminação e execução de obras para uma estação de tratamento de esgoto. Ainda nesta primeira etapa será concluída a construção de um auditório para 500 pessoas e a execução das obras no bloco sul.
Ontem a Diretoria de Comunicação da Prefeitura informou que o empréstimo de R$ 2 milhões ainda não foi contraído. Disse que o município já tem outro empréstimo junto ao BDMG de R$ 5 milhões destinados à obra, do qual só foram sacados R$ 3,5 milhões até agora. Os outros R$ 2 milhões já autorizados pela Câmara, serão usados no complemento dos recursos disponibilizados para a conclusão da primeira etapa da sede administrativa.
Vladimir Azevedo justifica a necessidade da sede diante da economia que representará aos cofres públicos em aluguéis. “É uma obra que vai reduzir o custeio da máquina pública em quase R$ 200 mil mensais quando tiver plenamente funcionando e esse financiamento praticamente se paga com o que seria gasto para pagamento de aluguel”, justificou. “Se Deus quiser vamos inaugurar essa primeira etapa da obra nas festividades de aniversário da cidade”, acrescentou.
O prefeito explicou que, inicialmente, serão transferidos para o Centro Administrativo todos os setores que atualmente funcionam no prédio da Rua Pernambuco e algumas pequenas secretarias. A Secretaria Municipal de Saúde, por exemplo, somente sairá do aluguel, após a conclusão da segunda etapa, quando toda a obra estará finalizada conforme o projeto arquitetônico.
Quanto à segunda etapa da obra, Vladimir Azevedo informa que as fundações já estão prontas, porém não tem estimativa de quando as obras serão efetivamente iniciadas. “A segunda etapa será o próximo prefeito quem vai cuidar, mas já com R$ 100 mil a menos de custeio, já que parte da administração vai estar abrigada com a mudança de vários setores no ano que vem com a conclusão da primeira etapa. Isso quer dizer que o próximo prefeito já terá R$ 1,2 milhão ao ano que poderão ser investidos na sequência da obra”, finalizou.

 

Créditos: Jotha Lee

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