quinta-feira, 15 de Maio de 2014 06:18h Atualizado em 15 de Maio de 2014 às 06:33h. Jotha Lee

Demetrius se coloca à disposição do Ministério Público

Secretário afastado evita comentar acusações de envolvimento em irregularidades.

Após reportagem veiculada na edição de ontem da Gazeta do Oeste sobre as conclusões do Ministério Público Estadual no inquérito civil que investiga denúncias de irregularidades envolvendo verbas federais do PAC Saneamento Para Todos, o PAC 2, para Divinópolis, o ex-prefeito Demetrius Pereira (PT) disse que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. Acusado de improbidade administrativa, Demetrius afirma que até o momento não foi notificado e que não vai comentar o andamento das investigações por não conhecer o inteiro teor das acusações. “No momento oportuno estarei à disposição demonstrando a transparência dos meus atos como sempre fiz”, acrescenta.
O ex-prefeito faz questão de enumerar os benefícios que trouxe para Divinópolis durante sua gestão à frente da Prefeitura, na administração 2005/2008. Ele cita especialmente a Universidade Federal de São João Del Rei, o Restaurante Popular, a revitalização da região central, com o alargamento das calçadas e os muitos recursos liberados pelo governo federal através de verbas do PAC.
Demetrius Pereira avalia sua administração de forma positiva. “Valeu a pena do ponto de vista pessoal”, afirma. “Tudo que o prefeito atual está fazendo é com dinheiro que eu deixei”, acrescenta. Quanto às investigações que correm no Ministério Púbico Federal e na Polícia Federal sobre desvio de verbas que supostamente teve início no seu governo, Demetrius se diz tranquilo e nega qualquer participação em esquema fraudulento. “Fui um prefeito sério e honesto”, finaliza.

 

 

SECRETÁRIO
O atual secretário de Saúde, afastado do cargo por decreto do prefeito, Vladimir Azevedo, Dárcio Abud Lemos, que na administração de Demetrius ocupou a pasta de Viação e Obras Públicas, também evita falar sobre o inquérito civil. Acusado de improbidade administrativa, ele teria participado de fraudes em licitações. “Prefiro não comentar, pois não tenho conhecimento do conteúdo”, afirmou. Sobre sua volta ao cargo na Secretaria de Saúde do atual governo ao fim do afastamento que vence em junho, ele disse que ainda não sabe se retornará à função. “Primeiro preciso conversar com o prefeito Vladimir”, disse.
A reportagem tentou falar ontem com o titular da Superintendência Usina de Projetos, Lúcio Espíndola, também afastado pelo atual prefeito, apontado pelas investigações como mentor do esquema que pode ter desviado perto de R$ 4 milhões de verbas federais, porém não conseguiu localizá-lo. As chamadas feitas ao seu telefone pessoal foram dirigidas para caixa postal e não houve retorno das ligações.

 

 

INQUÉRITO
Conforme a reportagem veiculada ontem, as investigações feitas pelo Ministério Público Estadual concluíram que houve uma série de irregularidades envolvendo recursos do PAC 2 e apontaram Demetrius Pereira, Dárcio Abud Lemos e Lúcio Espíndola como os principais envolvidos em um possível esquema de fraudes em licitações, aditamentos contratuais e desvio de recursos federais. Outros cinco servidores – engenheiros e advogados – também foram apontados pelo MP como envolvidos no esquema.
O caso agora está com o Ministério Público Federal, que aguarda a conclusão de inquérito solicitado à Polícia Federal (PF). A conclusão do inquérito conduzido pela PF foi prorrogada por mais 90 dias e a procuradora, Luciana Furtado de Morais, responsável pela investigação conduzida pelo Ministério Público Federal, tem até novembro para finalizar a apuração.

 

Crédito da foto: Arquivo/Gazeta do Oeste

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