quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013 04:31h Carla Mariela

Deputado Estadual Fabiano Tolentino

“Dessa vez eu tive a oportunidade de analisar as emendas apresentadas pelo Sind-UTE e achei que na sua totalidade eram emendas boas que ajudariam a classe”

Qual o balanço que você faz do seu mandato neste fim de ano?
Estamos chegando a três anos de mandato, ou seja, cumprindo mais da metade deste 1º mandato. É um balanço positivo, já conseguimos várias ações, trazer bastante recurso para a nossa região, temos muito a percorrer, mas eu acredito que dentro das limitações que a gente tem, no todo que a política nos exige é um bom balanço. Se tivesse que dar uma nota eu daria 6,5 tendo muito a que melhorar, mas entendendo que já fizemos algo pelo 1º mandato.
 

O Hospital São João de Deus (HSJD) foi uma das pautas mais debatidas neste ano de 2013. Quais ações que você elaborou e encontros que você participou na tentativa de solucionar a crise financeira da instituição?
O HSJD foi muito debatido, a união dos dois deputados Jaime Martins (PR) e Domingos Sávio (PSDB) com o secretário de Estado foi de suma importância para começar a solucionar esta grande crise que ainda existe, mas já está melhor direcionada. Conseguimos junto ao Governo do Estado e em parceria com todos os deputados fazer várias ações, R$ 3 milhões e 800 mil para a construção de várias UTI’s, inclusive R$ 300 mil são emendas minhas direcionadas também ao hospital e fizemos várias ações. A ortopedia, neurologia são áreas que estão voltando. São ações que vão amenizar os problemas. Hoje o Ministério Público também está somando conosco para que consigamos fortalecer este hospital que atende toda a região.

O que fez com que você mudasse de partido, do PSD para o PPS?
O PPS é o partido no qual eu iniciei a minha vida pública e quando eu tive essa oportunidade de mudar, recebi convites de vários partidos, mas eu optei pelo PPS por entender que eu já estive nele e lá eu tenho grandes amigos, tem uma grande bandeira. O deputado federal Roberto Freire que já esteve várias vezes em Divinópolis, é uma pessoa que tem o seu respeito reconhecido, defende sua ideologia, tudo isso foi considerado para eu ir para o Partido Popular Socialista (PPS).

Você apoiou a extinção do voto secreto na ALMG. Qual a importância deste projeto?
Além do voto secreto, tivemos mais três ações essenciais na ALMG que traz a transparência do legislador que é o que a população mais cobrou inclusive nos movimentos que ocorreram nas ruas. Apoiar a extinção do voto secreto foi um grande avanço do Parlamento Mineiro. O voto quando não é secreto traz a transparência, hoje, os eleitores sabem em quais projetos os deputados estão votando. Tivemos outros avanços, eu fui o primeiro deputado de Minas Gerais a abrir mão do 14º e 15º salário, inclusive, isso deu uma repercussão em toda Minas Gerais e foi interessante porque a partir daí outros deputados também se posicionaram. Conseguimos também cortar o pagamento das reuniões extraordinárias, que eram pagas na ALMG e hoje não se paga mais. Tem as reuniões, mas não recebemos. Eu acho certo porque estamos ali é para trabalhar e conseguimos agora abrir mão do auxílio moradia porque entendo que eu estou vindo para Divinópolis todo dia, não estou ficando em Belo Horizonte, entretanto, não estou gastando para ficar lá. Não acho justo receber aquilo que eu não estou usando. Sou o único deputado que não moro em Belo Horizonte, que abri mão do auxílio moradia e estou na defesa do corte daqueles que moram na capital.

Qual a importância de participar da votação do projeto 4.647/2013, que dispõe sobre o subsídio das carreiras do grupo de atividades de educação básica de Minas Gerais?
No meu primeiro ano de mandato eu votei junto ao governo o projeto de subsídio dos professores e fui bastante questionado e dali para frente repensei, estudei melhor o tema, eu passei a entender mais do assunto. Dessa vez eu tive a oportunidade de analisar as emendas apresentadas pelo Sind-UTE e achei que na sua totalidade eram emendas boas que ajudariam a classe e votei uma emenda com o governo e oito com o Sind-UTE. E foi um avanço significativo. Votei favorável.

Qual sua opinião sobre a maioridade penal, assunto debatido em audiência na câmara de Divinópolis?
Sou conselheiro do Estado da Criança e do Adolescente e debatemos muito esta questão. Acho que não é baixando a maioridade penal que resolveremos os problemas, essa questão é muito mais complexa. Temos problemas de penitenciária, temos problemas de impunidade, as leis são brandas para alguns crimes. Eu sou advogado e temos mais ou menos a noção. Muita coisa tem que se mudar, não podemos pegar somente um ponto e achar que ele é o salvador de tudo. Temos que pensar como um todo. A segurança hoje está passando por um momento difícil, mas em Divinópolis estamos percebendo boas ações, foram várias viaturas entregues para a Polícia Militar, também para a Polícia Civil, inclusive o projeto Olho Vivo vai ser aplicado na cidade para amenizar o problema.
Outra audiência pública que você participou foi no DER para debater o projeto de duplicação da MG 050 de Juatuba até Divinópolis.
A duplicação da MG 050 foi uma pauta desde o início do meu mandato. Eu cheguei à ALMG para lutar e para conseguir esta duplicação até Divinópolis porque no contrato estabelecido entre o governo e a Nascentes estava a duplicação só até Itaúna. Eu entendo que pagamos um pedágio muito caro, porém já que existe o pedágio temos que ter o benefício. Esse benefício seria da duplicação total até Divinópolis, depois até Formiga. O governador muito sensível atendeu ao nosso pedido e de demais deputados da região, conseguimos votar um empréstimo para o governo no valor de R$ 250 milhões que será aplicado na duplicação de Itaúna até Divinópolis. O projeto já vai ser licitado e ficou muito bom. A previsão é que as obras tenham início nos primeiros meses do ano que vem e terminem em 2016.

Sobre emendas para atender demandas entre as áreas de lazer, esporte e assistência social, qual a importância disto?
Com relação às emendas, eu acho que é um trabalho essencial dos deputados, a gente tem como forma de governo estar ajudando a população através das emendas que são passadas ano. Nós temos aproximadamente 3 milhões ano, 1,5 milhão para diversas, como para infraestrutura, segurança, esporte, lazer, cultura, agronegócio, saúde e educação. E os outros 1,5 milhão é para a saúde. No mandato cada deputado tem 12 milhões de recursos que ele destina conforme as demandas e carências, ate mesmo para ajudar o governo a estar fazendo bem suas ações para os mais pobres da população e eu defendo isso, a proximidade com a população, defendo o voto distrital, defendo que MG realmente seja dividida por regiões para que o deputado esteja mais próximo daquela região de atuação. Então dentro disso, 12 milhões nós vamos trazer até o final deste mandato de emendas nossas diretas e isso é a importância de um deputado para a região Centro Oeste, para Divinópolis. E tem algumas ações que nós vamos ao governo pedir, a exemplo do Projeto Olho Vivo. A ação do deputado é essa, é buscar recurso junto ao governo, é debater projetos que acreditamos que não estão de acordo, dentre outros aspectos em que há debates nas comissões, então é um papel fundamental, e fico feliz de estar podendo empregar os nossos recursos na região Centro Oeste.

Qual a sua opinião em relação à terceirização do hospital por meio de OSS, você é contra ou a favor?
Eu acho que essas questões estão sendo debatidas agora, pelo pouco entendimento que eu tenho sobre a questão das OSS, que vai ser administrado pelo município, acho que as OSS são melhores porque você tem uma maior liberdade na contratação e até na dispensa caso necessário de corpo clínico e também de funcionários, então acho que é melhor, mas tenho receio porque é uma obra ótima para a região, não podemos em momento nenhum questionar que ela é necessária e importante para a região, mas o receio é em relação ao custeio, desde quando fui vereador já debatia essa questão, porque fazer o hospital é difícil, mas não impossível, agora custear é bem mais do que difícil, também não chega ser impossível, mas requer toda uma questão extremamente burocrática. Então o medo que temos é por parte disso, mas de acordo com o andamento que vem sendo costurado junto ao Governo Estadual, federal e com os municípios que vão usar o serviço do hospital público regional, tenho certeza que será bom. Hoje estamos precisando muito, vemos que a saúde está difícil em todas as cidades e não seria diferente em Divinópolis, então com a vinda ajudará muito.

Sobre o código florestal que foi comentado na comenda produtor rural, qual sua opinião sobre isso?
O código florestal mineiro que foi votado na assembleia, passou pela nossa comissão ao qual sou vice-presidente, foi bom, pois foi mantido o equilíbrio ambiental e atendeu a necessidade do produtor rural dentro das suas condições, óbvio que temos que ter sempre a sustentabilidade, mas também não podemos deixar de produzir num Estado em que há terras tão frutíferas, tão produtivas, como as de Minas, então tudo que se debateu lá, foi importante, discussões entre ambientalistas e setor produtivo agropecuário tiveram um equilíbrio, e Minas está à frente nesse quesito.

Em relação ao recadastramento biométrico, qual a importância para você desse cadastro para as eleições de 2014?
A princípio fiquei um pouco preocupado, porque a política não anda nos seus melhores momentos, e receoso dos eleitores não estarem indo fazer o recadastramento, mas as expectativas foram atendidas especialmente em Divinópolis, onde houve o maior número coeficiente de eleitores cadastrados biometricamente.

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