quarta-feira, 16 de Setembro de 2015 10:09h Atualizado em 16 de Setembro de 2015 às 10:21h. Jotha Lee

Deputados divinopolitanos avaliam medidas fiscais do governo

Domingos Sávio diz que CPMF é injusta e Jaime Martins afirma que não há clima no Congresso para a volta do imposto

Um dia depois de a equipe econômica do governo federal anunciar as medidas de ajuste fiscal, os deputados federais Domingos Sávio, presidente do PSDB estadual, e Jaime Martins (PSD) se posicionaram sobre o pacote. Dentre as medidas anunciadas pelo governo, estão o corte de R$ 26 bilhões no orçamento e a recriação da CPMF. O governo anunciou, ainda, o congelamento dos salários dos servidores públicos federais e a suspensão dos concursos. Também haverá redução de R$ 8,6 bilhões no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), dos quais R$ 4,8 bilhões serão no Programa Minha Casa, Minha Vida.
O deputado Domingos Sávio fez duras criticas às medidas de ajuste anunciadas pelo governo petista. “Esse governo do PT, além de ter mentido durante toda a campanha eleitoral enganando os brasileiros, além de ser o governo que instalou a corrupção de maneira generalizada roubando os brasileiros e destruindo a Petrobras, agora se mostra incompetente e que não está preparado para governar o Brasil e encontrar soluções para os problemas que o próprio governo do PT criou”, disparou.
O presidente do PSDB mineiro afirmou, ainda, que ao enviar as medidas de ajuste fiscal ao Congresso, o governo mostra que não está em sintonia com o povo brasileiro. “O governo insiste em mandar ao Congresso uma proposta de aumento de impostos e, principalmente, a recriação de um imposto que é considerado pelo povo brasileiro algo que não suportamos mais, que é a CPMF. É um imposto que cobra de todos de maneira injusta rescindindo várias vezes sobre o mesmo dinheiro”, atacou. O deputado exemplificou que, ao pagar o salário dos seus funcionários, a empresa paga a CPMF e, o trabalhador, ao retirar o seu salário do banco, também paga o imposto.
Falando em nome do partido, Domingos Sávio assegurou que todos do PSDB votarão contra as medidas. “Somos todos radicalmente contra, vamos votar contra o aumento de impostos e acredito que essa atitude do governo mostra que, além da corrupção, além da incompetência, esse governo não tem nenhuma credibilidade para continuar dirigindo o Brasil. Se tivesse um mínimo de responsabilidade, esse governo teria cortado nos cortes exagerados. Enquanto estamos aqui recebendo uma proposta de aumento de impostos, vários ministros estão passeando pela Europa com dinheiro público”, criticou.

 

JAIME MARTINS
O deputado Jaime Martins, vice-presidente da Comissão Mista do Orçamento, diz que o ajuste fiscal já vem sendo discutido há meses na Comissão e afirmou ser totalmente contra o aumento de impostos. “Diante desse pacote de ajuste, eu me coloco plenamente contra qualquer medida de aumento de impostos e acredito que não existe clima no Congresso para aprovarmos algo nesse sentido. Em uma reunião de líderes no inicio desta semana ficou acertado e vamos ouvir na próxima quinta-feira [amanhã], os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, sobre o novo pacote de ajuste fiscal. Acho justo que eles venham ao Congresso e possam detalhar aos parlamentares as medidas de cortes de despesas e aumento de receitas propostas. Mas de antemão, diante de uma carga tributaria altíssima, que já penaliza e muito o cidadão brasileiro, eu me coloco contra o aumento de impostos”, garantiu.
O deputado afirmou, ainda, que são medidas duras, mas necessárias, porém ressaltou que não há clima no Congresso para a volta da CPMF. “Temos agora estas propostas para enfrentar a crise. Nesse cenário, eu acredito que o enxugamento da máquina pública, do gasto público é a melhor saída. Sou a favor, por exemplo, de ampla reforma e diminuição do Fundo Partidário. Acho absurdo os valores que estão previstos. Junto a isso, acredito que não existe clima no Congresso para o retorno da CPMF”, assegurou. “Não concordo com uma carga tributária de 36% que esta sendo proposta. Como disse em recente entrevista, eu não tenho compromisso com o erro e acho que são precisos sim ajustes para superar essa crise. No entanto, sabemos que é um orçamento que impõe um esforço de todo os setores do país, mas o Governo precisa agir na frente, reduzir a máquina pública e dar exemplo”, finalizou.

 

Créditos: Jotha Lee

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