segunda-feira, 13 de Julho de 2015 13:52h

Deputados pedem celeridade no Minas Comunica II

Extensão da rede de energia nos distritos foi apontada como fundamental para maior alcance da telefonia móvel no Estado

Deputados da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) estiveram na manhã desta segunda-feira (13/7/15) na Cemig, para pedir a extensão e também celeridade na consecução da segunda etapa do programa Minas Comunica, que visa ampliar a cobertura celular nas pequenas localidades do Estado. Dos 692 distritos mineiros que serão contemplados pelo programa até março de 2016, 436 já contam com o serviço de telefonia celular. O total de distritos abrangidos pelo programa estão distribuídos em 359 cidades do Estado.

Durante a visita, a ampliação da infraestrutura disponível nos distritos, por meio da extensão da rede de energia, foi cobrada pelos participantes e apontada como o principal obstáculo do programa. “A Vivo – operadora responsável pela execução do programa – monta uma estrutura de antenas, mas, para ligar os equipamentos, precisa ter energia elétrica e alguns locais ainda não têm. A conversa com a Cemig é no sentido de disponibilizar infraestrutura para fazer a ligação das antenas”, explicou o superintendente da Central de Governança Eletrônica da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Rodrigo Diniz Lara.

De acordo com ele, apesar do Minas Comunica II estar dentro do prazo, uma vez que já foram executados 63% do total planejado, 256 distritos ainda precisam ser contemplados pelo programa até março de 2016. Ainda segundo Lara, por meio de um estudo feito em março de 2014, constatou-se que cerca de 1,2 milhão de mineiros não tinham acesso à telefonia móvel nos distritos do Estado. É essa fatia da população que deve ser beneficiada pelo Minas Comunica II.

O consultor de Relações Institucionais da Vivo, Ricardo Mascarenhas Lopes Cançado Diniz, considerou que a extensão das redes de energia nos distritos é o principal problema enfrentado atualmente. Segundo ele, se não há uma rede definitiva, o sistema fica mais instável, o que impacta no universo de atendimento do Minas Comunica. “O programa não está em xeque, mas sim a qualidade do serviço”, ponderou.

União de forças - O deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), que solicitou a visita, manifestou sua preocupação com a situação, uma vez que, segundo ele, faltam municípios a serem atendidos e a comunidade quer saber quando terá acesso à telefonia móvel. “Podemos unir forças para alavancar e diminuir os prazos, se possível”, disse o parlamentar, que classificou o programa como imprescindível para o Estado.

O deputado Wander Borges (PSB) lembrou que o programa está dentro do prazo, mas pediu mais celeridade, já que, segundo ele, a telefonia celular é uma necessidade da sociedade atual. A deputada Rosângela Reis (Pros) defendeu uma ampliação do programa, de forma que sejam também contempladas comunidades e bairros que ainda não contam com cobertura celular. Nesse sentido, os deputados provocaram o Governo do Estado a realizar estudos para verificar a viabilidade de inclusão dessas localidades – e não apenas dos distritos – no programa Minas Comunica II ou, eventualmente, em uma terceira etapa do programa. A deputada Geisa Teixeira (PT) também participou da reunião.

Cemig diz que vai atender reivindicações

O diretor de distribuição da Cemig, Ricardo Charbel, se comprometeu a atender as reivindicações feitas pelos deputados. Ele disse que em agosto a Cemig deve fazer uma análise das evoluções alcançadas pelo programa e do que ainda precisa ser feito. O superintendente de expansão da distribuição da Cemig, João Carlos Bouhid, apresentou dados do programa no âmbito da Cemig. Segundo ele, são 533 pontos de atendimento (processos de extensão de energia), dos quais 108 encontram-se eletrificados e 425 ainda dependem de energia elétrica.

 

Créditos: Guilherme Bergamini

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