segunda-feira, 4 de Junho de 2012 12:40h Carla Mariela

Diretor da UFSJ esclareceu a importância do PET Saúde

Na manhã de ontem em entrevista a Gazeta do Oeste, o diretor do Campus Centro Oeste Dona Lindu – UFSJ, Eduardo Sérgio da Silva, esclareceu sobre a importância que o projeto PET Saúde possui para a população do Município de Divinópolis e Região.
De acordo com Eduardo Sérgio, o projeto PET Saúde é uma parceria entre a UFSJ com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), por meio de uma iniciativa do Governo Federal.

 

Segundo ele, essa proposta é fundamental na vida dos escolares, “O projeto PET Saúde surgiu através de uma iniciativa do Governo Federal dentro de um projeto maior conhecido como PRO Saúde, no qual é a inserção do nosso aluno de Medicina, Enfermagem e Farmácia, na atenção primária. Os nossos cursos já desenvolvem essa inserção desde o início, mas o projeto PET Saúde surgiu em 2009 quando encaminhamos esse projeto e foi aprovado no Ministério da Saúde, onde um dos objetivos nosso é fazer uma avaliação da saúde dos escolares. Dentro do PET Saúde, nós temos outros projetos, mas especificamente esse referente ao cuidado com os escolares, é fazer um diagnóstico então dessas crianças que estão matriculadas no ensino fundamental das escolas públicas do Município”, ressaltou.

 

Eduardo Sérgio, ainda explicou como funciona o trabalho direcionado para a saúde desses escolares. “Nós trabalhamos a questão de educação para a saúde, trabalhamos também a questão de diagnóstico parasitológico de todas as crianças. Nós colhemos sangue para fazer o exame em todas para ver a questão de anemia. São os nossos discentes que desenvolvem essas atividades. Todos os alunos são medidos e pesados para tentarmos ver a questão de obesidade, sobrepeso, baixo peso e é aferida a pressão arterial, então é um projeto amplo que é desenvolvido junto com os professores da UFSJ, os alunos da Universidade e os preceptores que são os profissionais de Saúde do Município ligados a Secretaria Municipal de Saúde”, afirmou.

 

Ao ser questionado sobre quantos alunos aproximadamente o projeto PET Saúde atende, Eduardo Sérgio, respondeu que hoje ele, em conjunto com todos os envolvidos no projeto, trabalha com quinze escolas e com aproximadamente 2.000 alunos matriculados no ensino fundamental. “Trabalhamos com aproximadamente trinta acadêmicos, e seis preceptores que são esses profissionais do serviço que auxiliam essas atividades. Atendemos aproximadamente 2.000 alunos do ensino fundamental”, disse.

 

Eduardo Sérgio acrescentou que as escolas que eles desenvolvem o projeto são: São Geraldo, João Gontijo da Fonseca, Antônio Pio da Silva, Padre João Bruno Bom Pastor, Prof.ª Veneza G. de Oliveira, Padre Guarita, Emílio Ribas, Benjamin Constant, Prof.ª Evelina Greco Santos, Prof.ª Ma. De Lourdes Teixeira, Prof. Paulo Freire, Dona Maria Rosa, Prof.ª Hermínia Corgozinho, José Quintino Lopes. São escolas distribuídas por regiões. “Nós escolhemos as escolas por meio da distribuição dos Municípios e por regiões. Nós escolhemos as escolas em regiões mais carentes, em regiões centrais e zona rural. Dentro do mapa de todas as escolas nós buscamos contemplar toda região de Divinópolis, sendo que elas estão ligadas a Unidades Básicas. Esses alunos a partir do momento que eram diagnosticados ou tinha alguma alteração, eles eram encaminhados para alguma unidade básica de saúde e eram atendidos”, declarou.

 

Em relação ao financiamento de bolsas, Eduardo Sérgio, esclareceu que quando esse projeto se iniciou já havia sido aprovado anteriormente um recurso no Ministério de Educação para compra de material de consumo. “Nós precisávamos de seringas, de tubos, de reagentes para fazer exames. Além disso, nós precisávamos de balança antropométrica e outras questões que foram importantes para o desenvolvimento desse projeto. Aprovamos um primeiro recurso na ordem de R$100.000,00 para compra de material e depois recursos para pagamento de bolsas. Todos os alunos da UFSJ recebiam bolsas no valor de R$360,00 para desenvolver as atividades na comunidade e os preceptores que são esses profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionista e assistente social recebiam bolsa de R$1.050,00 para desenvolver suas atividades”, relatou.

 


O diretor finalizou dizendo que para que a parceria ocorresse foi realizada uma reunião com a Secretaria Municipal de Saúde e com a Secretaria Municipal de Educação apresentando o projeto e a partir daí foi dado o início da concretização da proposta conhecida como PET Saúde.

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