quarta-feira, 19 de Março de 2014 06:31h Atualizado em 19 de Março de 2014 às 06:43h. Carla Mariela

Diretor do Sintram acusa município de romper compromisso com servidores do Pronto Socorro

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram).

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram), Alberto Gigante, compareceu ontem à câmara municipal e durante o encontro legislativo comentou sobre um desacordo que ocorreu por parte da prefeitura de Divinópolis em relação à transferência do Pronto Socorro para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Sudeste, no bairro Ponte Funda em Divinópolis.
De acordo com Alberto Gigante, ele participou da audiência pública, que ocorreu na última segunda-feira (17), na qual, segundo ele, já se percebia um fato consumado, o qual o governo municipal já havia decidido que iria transferir a UPA Central para a UPA do bairro Ponte Funda, sem ouvir o Conselho Municipal de Saúde, sem ouvir os vereadores, os funcionários da UPA e a população em si.
Conforme Gigante ele foi para o encontro sabendo que, em relação a esta questão, “já estava tudo perdido”. Dessa forma, ele informou que teve a preocupação de assegurar algumas coisas que o sindicato acha fundamental. “Hoje para se ter uma ideia a UPA Central é a porta de entrada para urgência e emergência. Isso significa que se uma pessoa tem uma fratura exposta em Divinópolis, Araújos, ou em qualquer lugar, ela vai primeiro para a UPA Central e depois nós que vamos ter que arrumar vaga para esta pessoa, para transferi-la. Se a pessoa tiver uma lesão abdominal, uma situação que precisa de cirurgia, o procedimento é o mesmo”, afirmou.
Alberto Gigante enfatizou que levantou a preocupação de que na Ponte Funda o número de leitos é reduzido e a estrutura de lá, apesar de ser mais moderna, é uma estrutura mais modesta do que se tem na UPA Central do ponto de vista de recurso e de atendimento. “E que esse tipo de porta de entrada não poderia continuar sobre a responsabilidade da UPA Sudeste. Para a felicidade, o sindicato recebeu a confirmação do secretário de Saúde, David Maia, de que os pacientes laranja e vermelho, que são aqueles que precisam de um atendimento mais imediato iam sair da responsabilidade da UPA Sudeste e passariam para a do hospital São João de Deus. Isso pelo menos nos tranqüilizou porque senão haveria o estrangulamento do trabalho na Ponte Funda”, enfatizou.

Servidores
Gigante disse ainda que o seu discurso durante audiência pública foi criticado por algumas pessoas de que ele mostrou otimismo em acreditar mais uma vez na administração e explicou que para a sua tristeza, em menos de 24 horas, ele ficou sabendo que um dos compromissos da Secretaria Municipal de Saúde já foi rompido. “Ontem o secretário prometeu que os servidores concursados que foram contratados pelo mérito do concurso, pela comprovação de competência e não por indicação de apadrinhamento, teriam prioridade no trabalho na UPA Ponte Funda. Hoje ocorreu uma reunião na UPA Central onde mais de 30 servidores concursados, foram colocados para fora em benefício de indicações da Santa Casa de Formiga”, afirmou. “Não estamos entendendo qual que é esta jogada do prefeito com a Santa Casa de Formiga. Não sei se é uma jogada política eleitoral, mas achamos muito esquisito que uma coisa seja prometida em um dia e no outro, o prefeito e o secretário, rasguem o que foi dito perante a opinião pública. Foi informado para estes 30 servidores que eles devem procurar a Semusa para saber qual será o destino deles. O sindicato está orientando-os que não façam nada sem que recebam formalmente um documento comprovando isso, porque com base no documento e declaração do secretário ontem na audiência pública, o sindicato irá tomar as medidas cabíveis para resguardar os direitos daqueles que se submeteram a disputa do concurso público”, frisou.
Após a reunião ordinária de ontem, a reportagem entrou em contato com a prefeitura para falar sobre o assunto, mas como já se passava das 17h, a reportagem não obteve sucesso. 

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