Diretor do Sintram pronuncia sobre a paralisação que será feita por servidores municipais

Durante assembleia que ocorreu na última quarta-feira (19).

Durante assembleia que ocorreu na última quarta-feira (19), a qual foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal (Sintemmd), ficou decidido que os servidores municipais farão uma paralisação no dia 27 de março em todos os setores da prefeitura de Divinópolis.
De acordo com o diretor do Sintram, João Madeira, o que se percebe é que o Poder Executivo não está tendo o mínimo de respeito com os servidores, isso é notável à medida que não se cumpre a agenda com os representantes dos dois sindicatos.
Segundo Madeira, só nesta semana três reuniões foram desmarcadas. “Agenda-se a reunião para discutir a questão salarial. Eles não podem dizer que o Sintram não teve paciência, porque desde 2013 que nós montamos a mesa de negociação para evitar desgaste, considerando que qualquer paralisação causa desgaste para o legislativo, executivo, Sintram e Sintemmd. Com a expectativa de fazer um trabalho realmente democrático, uma vez que a democracia é o campo das ideias, de discussões, chega-se a um consenso, eu sou muito democrático e acho que deve-se ter as discussões para achar as melhores alternativas”, disse.
Embora o debate para João Madeira seja fundamental para encontrar as soluções, ele sente que o governo municipal está os “empurrando com a barriga”. O diretor explica que quando a administração troca de secretário, por exemplo, o novo já entra afirmando que não acompanhou os trabalhos anteriores fazendo com que o sindicato comece tudo do zero. “Isso para mim é estratégico porque pode haver uma troca de secretário, mas tem uma transição, ou seja, o novo secretário tem que ter o entendimento sobre a pasta que ele vai representar a partir do momento que a assumiu”, frisou.
Foi nesse sentido que Madeira informou que mais de 200 servidores decidiram, durante assembleia da última quarta, dar um basta nesta situação. “A paralisação terá o seguinte nome: É hora de dizer basta em defesa dos nossos direitos. Esta paralisação está marcada para quinta-feira que vem (27) para sentirmos se o governo está afim de ter uma conversa realmente séria. Faço um apelo para o executivo e também para a população, para que os cidadãos interfiram, liguem para a prefeitura, conversem pelas redes sociais, porque a avaliação da população neste momento também é de grande importância para o sindicato”, declarou.
Ivanete Ferreira, que também é representante do sindicato, abordou que a paralisação ocorrerá principalmente porque os servidores já estão cansados de esperar por uma resposta concreta. Para ela, o que está ocorrendo é um desrespeito. “Na área da saúde, por exemplo, o governo municipal está com uma proposta que vai afetar a vida de todos os trabalhadores deste setor, e hora nenhuma eles chamaram o sindicato para dizer o que vai acontecer. Isso é desrespeito com o trabalhador. Temos que fazer esta paralisação. Está na pauta de negociações desde o ano passado: o aumento salarial real, a correção das distorções, a correção do vale refeição, o concurso público, dentre outros”, disse.
Entretanto, a paralisação vai ocorrer no dia 27 de março, o dia inteiro, iniciando às 07 da manhã na porta da prefeitura com encerramento às 16h com uma assembleia no Sindicato dos Metalúrgicos. “Hoje vamos fazer os folhetos para mobilizar as pessoas porque por meio de uma assembleia no final desta paralisação avaliaremos a continuidade ou não do movimento”, concluiu.

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