quinta-feira, 20 de Outubro de 2011 09:42h Atualizado em 21 de Outubro de 2011 às 12:12h. Flávia Brandão

Disputa para ocupar a presidência do Legislativo Municipal

Apesar de ser realizado em dezembro, o processo de sucessão da Mesa Diretora já começou há alguns meses nos bastidores da Câmara Municipal de Divinópolis

A disputa para sucessão a presidência do Legislativo Municipal para 2012 já há alguns meses vem movimentando os bastidores da Câmara Municipal. Praticamente a dois meses da eleição da Mesa Diretora, que ocorre em dezembro, alguns vereadores procuram apoio dos colegas parlamentares e inclusive de deputados estaduais e revelam o desejo de ocupar a cadeira maior do Legislativo no esperado ano do Centenário. Já titulados, há alguns meses, como pré-candidatos estão: Anderson Saleme (PR), Adair Otaviano (PMDB), Beto Machado (PSDB) e Milton Donizete (PRTB). O atual presidente Pastor Paulo César (PRB), que cogitou uma possível reeleição, confirmou somente ontem (19), que entrará na disputa.
A reportagem da Gazeta questionou junto a todos os parlamentares da Casa a respeito das articulações e futuros apoios. Alguns edis negam o início do processo e não se posicionam alegando que o assunto ainda é “prematuro”. No entanto, a sucessão não aparenta ser prematura para os pretensos candidatos, que já estão correndo em busca de apoio e são unanimes ao dizerem: que querem uma “chapa de consenso” evitando o desgaste da última sucessão. Beto Machado, por exemplo, já busca forças políticas externas como do deputado estadual Fabiano Tolentino (PSD), que na Casa tem dois vereadores da sua base, no caso Milton Donizete (PRTB) e Edmar Rodrigues (PSD).


Além dos cinco citados candidatos, outros vereadores como Edmar Rodrigues (PSD) e Antônio Paduano (DEM) optaram por permanecem com um duplo posicionamento lançando mão do discurso, que deixaram seus nomes a “disposição da Casa e de seus partidos”, podendo assim ser ou não candidato a presidência da Mesa.  Edmar que ocupou a presidência por três anos disse que se não houver um “candidato de consenso” poderá ser pré-candidato. No entanto, o edil pondera que seria importante dar oportunidade também aos colegas para fazerem um bom trabalho na presidência. “Meu nome esta à disposição da Câmara Municipal, do PSD, do deputado Fabiano Tolentino”, declarou Edmar.


Paduano (DEM) disse que até o momento não foi procurado por ninguém em busca de apoio, mas disse que todos os vereadores são competentes e podem fazer uma boa administração. O edil argumenta que a discussão a presidência é longa e se seu nome for cogitado ele não irá recusar. “Isso é uma longa discussão, não é só apresentar e dizer que vai ser candidato. Pode ser que nessa discussão meu nome seja uma solução e eu jamais negaria me colocar a disposição se é para o bem do Legislativo e para Divinópolis”, declarou.


Oposição


Os vereadores da oposição, Heloísa Cerri (PV) e Edson Sousa (PSB), disseram que já foram procurados por determinados candidatos, mas ainda não quiseram revelar se irão apoiar alguém. Heloísa disse que não tem posição definida entre os nomes já lançados e criticou a sucessão do ano passado alegando que faltou ética. A parlamentar disse que até o momento não tem a pretensão de lançar seu nome, mas não descartou totalmente à possibilidade.
Edson argumentou que os vereadores estão pensando muito em “política partidária” e esquecendo de cuidar das políticas públicas. Disse que foi procurado, mas se negou a falar sobre apoio ou possível pretensão a Mesa Diretora antes do dia 08 de dezembro.


Surpresa


O vereador Hilton de Aguiar (PMDB), colega de partido do pré-candidato Adair Otaviano, disse que não tem pretensão de participar da Mesa. Ele afirma que o assunto será debatido com o PMDB e disse que ficou “surpreso” com os nomes lançados como candidatos. “Até então nem sei dos nomes. Até mesmo você falou do nome do vereador Adair Otaviano até agora não saiu essa discussão, pois têm várias coisas em pauta, isso é mais discutido no final do ano”, declarou. No entanto, Hilton disse que irá sentar com a bancada do PMDB para discutir o assunto e se Adair se confirmar como candidato o apoio será do colega de sigla.


Da mesma forma, o tucano, Rodyson do Zé Milton, disse que foi procurado apenas por Anderson Saleme e disse que nem tem conhecimento da candidatura do colega de sigla Beto Machado. Rodyson alega que como não foi procurado por Beto e nem comunicado pelo presidente do PSDB irá manter a linha do grupo que elegeu o vereador Pastor Paulo César.  O edil avaliou que o assunto ainda está muito prematuro e que muita coisa irá desenrolar até a época da sucessão a presidência, até porque será ano eleitoral.


Consenso


O vereador Geraldinho da Saúde (PR), colega de partido do candidato Anderson Saleme, disse que não pretender fazer parte da próxima Mesa e afirmou que irá focar em seu mandato e no trabalho que desenvolve a frente da Comissão de Saúde.


Questionado sobre quem iria apoiar, Geraldinho pontuou que primeiro tem que haver “um consenso” entre o presidente Paulo César e o vereador Anderson Saleme, já que foi acordado que o grupo que compõe a Mesa iria trabalhar junto, devido ao grande desgaste que houve na última eleição da presidência.


Mudança


Roberto Bento afirma que foi procurado somente pelo vereador Anderson Saleme, mas ainda não foi apresentada a composição da Mesa. O vereador avaliou que muita coisa tem que mudar na administração da Casa, a exemplo da diminuição do excesso de funcionários e a necessidade da volta do funcionamento integral da Casa. O vereador disse que estará concentrado nas eleições do ano que vem, coordenando dois partidos, e não pretende se candidatar a mesa devido a esse fato. Ele disse que são “bons nomes”, mas posiciona que para avaliar é preciso ter conhecimento de toda a composição, ou seja, presidente, vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário. 

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