quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014 06:17h Atualizado em 20 de Fevereiro de 2014 às 06:21h. Carla Mariela

Diviprev presta contas na câmara referente ao quarto trimestre de 2013

A câmara municipal de Divinópolis ontem, às 14h, se tornou espaço para a prestação de contas relacionadas ao quarto trimestre de 2013 do Instituto Previdenciário (Diviprev).

Estavam presentes no encontro, o presidente do Diviprev, Luiz Fernando, demais representantes do Instituto e vereadores da casa legislativa.
Na ocasião, o presidente do Diviprev Luiz Fernando, iniciou a prestação de contas e passou a palavra para os demais representantes da previdência explanarem. O consultor de investimentos do Instituto, Caio Bragion Pacheco, iniciou o seu pronunciamento abordando sobre como foi o cenário do Diviprev em 2013. Segundo ele, o cenário do ano passado deixou muita gente de “cabelo em pé”. Ainda durante discurso ele declarou o motivo que faz grande parte do brasileiro acreditar que renda fixa não dá rentabilidade negativa.
Sobre o ano de 2014, Caio Bragion, ressaltou que infelizmente o cenário que deixou o pessoal de cabelo em pé em 2013 não teve uma melhora ainda. O consultor esclareceu que neste mês de fevereiro houve certa recuperação, mas o mês de Janeiro foi muito ruim. “Temos uma premissa básica de mercado, toda vez que a taxa acaba, temos uma pressão inversa nos títulos públicos que dá o ativo para os índices que a gente busca dentro do Diviprev. Foi esse motivo da baixa de juros de 2012, que fez com que saíssemos de 11% para 7,25% proporcionando um resultado muito bom em 2012. Porém, aconteceu o inverso em 2013, saímos de 7,25% para 10,5%, isso teve uma pressão nos títulos públicos para baixo”, explicou.
Para este ano, Caio Bragion, assegurou que o Diviprev já está tomando atitude de melhorias e faz uma proteção na carteira, migrando parte do que está no índice mais volátil, que tem mais oscilação, para um lugar menos turbulento, um local onde a oscilação é mais baixa. “Infelizmente temos a resolução de número 3922, que acaba limitando alguns espaços de atuação no mercado financeiro. Não conseguimos fazer uma proteção 100% da carteira fugindo desta oscilação, mas estamos tentando o máximo possível buscar bons resultados e é o que os representantes do Instituto vem fazendo junto com o comitê de investimentos”, abordou.
Eduardo que é o procurador do Diviprev fez um resumo das atividades ocorridas no período. Ao todo foram 65 atendimentos por telefone, houve os cálculos de processos de aposentadoria. Na parte jurídica foram nove citações, 122 petições, 32 pareceres, oito ofícios, oito publicações, seis relatórios de atividades, três reuniões, dentre outras tarefas.
Já a gerente de contabilidade do Diviprev, Aparecida discorreu sobre as receitas correntes orçamentárias. Nesta etapa ela enfatizou sobre as contribuições sociais orçamentárias (servidor), receita patrimonial, multas e juros de contribuições orçamentárias, compensação previdenciária, indenização e restituições, deduções da receita corrente orçamentária. Depois ela abordou sobre as receitas correntes intra-orçamentárias.
O vereador Adair Otaviano (PMDB) levantou alguns questionamentos, dentre eles, se foi feito no Diviprev algum empréstimo para o Poder Executivo. Quem respondeu o parlamentar em relação a sua pergunta foi o procurador do Diviprev, Eduardo, que disse não ter conhecimento sobre empréstimos feitos para a administração municipal. Outra indagação por parte de Otaviano foi referente ao valor que a previdência tem em caixa atualmente, dentre outras indagações.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.