quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012 08:36h Atualizado em 29 de Fevereiro de 2012 às 10:41h. Carla Mariela

Dorothea Werneck visita Divinópolis

Secretária de Desenvolvimento Econômico avalia município sobre instalação de empresas. Reunião contou com a presença do prefeito Vladimir Azevedo e empresários

Ontem, dia 28/12/02, foi realizado na sede da FIEMG Regional Centro Oeste, um encontro que contou com a presença da Secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Dorothea Werneck e sua equipe, e com a presença do presidente da FIEMG, Afonso Gonzaga, para debaterem em conjunto sobre quais os investimentos que Divinópolis terá ainda nesse ano de 2012.
Conforme a Secretária, os investimentos que serão realizados em Divinópolis são a principal meta, o principal desafio que o Estado tem. “É um trabalho importante do Estado como um todo e nós temos nas parcerias com os municípios a última etapa da definição para a instalação das empresas, isso, é uma decisão que a empresa faz e o nosso papel é indicar de acordo com que as empresas solicitam e certamente com esse trabalho que nós estamos fazendo com o prefeito de Divinópolis e com os prefeitos da Região na identificação dos municípios e áreas disponíveis, as condições, a existência de fornecimento de energia, de gás, isso tudo, nos ajuda na definição. Mas, para que esse trabalho tenha o anúncio final, nós temos que continuar com as nossas negociações”, disse Dorothea Werneck.
Durante o encontro, a Secretária afirmou que o Brasil foi um dos três países que mais atrairam investimento estrangeiro. “No momento que estamos disputando investimento, nós estamos disputando com outro país. A primeira barreira que nós temos que vencer é ao invés de ir para o México, Estados Unidos, vir para o Brasil. A segunda barreira de disputa está relacionado com o Estado. A gente consegue convencer a empresa de que Minas Gerais certamente é o lugar para se fazer o seu investimento, relata.
Werneck também falou sobre as empresas que fazem suas opções em termo de espaço de instalação de indústria, em termo de nível educacional. “Para simbolizar o que eu estou dizendo vou dar um exemplo: todos acompanharam a instalação da fábrica da Coca-Cola em Itabirito. A empresa olhou 40 municípios, depois reduziu para 8, e depois para 3 para consequentemente escolher Itabirito. É um processo de alternativas. O prefeito pode levar argumentos da empresa, mas na hora de tomar a decisão conta uma série de itens e a seleção final acaba sendo da empresa e muitas vezes a gente se surpreende”, explica.
De acordo com, Dorothea Werneck, Divinópolis tem a vantagem de ter área para a instalação de novas empresas. “Primeiro ponto, eu destaco a qualidade de vida urbana que é medida pelo IDH, isso cada vez mais nós temos encontrado em empresas que tem buscado essa alternativa e o segundo ponto, é a área que Divinópolis apresenta, pois essa cidade tem vantagem e terceiro ponto, é a formação e qualificação do pessoal. Divinópolis possui 217.000 habitantes, e uma diversidade que é fator importante para outra empresa vir para a cidade”, esclarece.
O prefeito Vladimir de Azevedo (PSDB), explicou sobre a não instalação da empresa PROEMA. “Em relação à empresa PROEMA, que não foi instalada aqui na cidade, nós sabemos que depois de um protocolo assinado com o governador no Palácio da Liberdade a empresa teve um litígio societário, entrou em um processo interno complicado e virou um problema sério a consolidação desse investimento que nós estamos articulando para transformar esses problemas em soluções,” comenta.
Dorothea conclui sua visita relatando sobre as empresas como a Kaiser e Coca-Cola que estiveram instaladas aqui em Divinópolis, mas foram para outro lugar devido à fiscalização. “A regra da Fazenda aponta que qualquer benefício fiscal que é dado para uma empresa é obrigatoriamente transferido para outras empresas daquele mesmo produto, portanto, se isso vale para a empresa, isso vale para o Município não importa onde ela esteja localizada. Essa regra é importante porque deixa claro sobre qual a renúncia fiscal que o Estado faz quando ele atrai investimento. O que existe muito, mas está melhorando é a guerra fiscal entre os Estados. Então muitas vezes a empresa ia para Goiás, ou saia daqui e ia para o Rio de Janeiro, porque lá dava condições fiscais muito mais vantajosas, mas isso está acabando”, finaliza.
O encontro foi encerrado com o esclarecimento da Secretária em relação ao Estado de Minas Gerais “O Estado tem logística estrategicamente para todo o país, não é atoa que as maiores empresas atacadistas estão sediadas em Minas” encerra.

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