quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013 03:49h Carla Mariela

Edmar Rodrigues

“Vamos começar a exigir do estado, do poder público, que estas cidades vizinhas também façam o tratamento de esgoto, porque senão não adianta a gente tratar”

1) Qual o balanço que você faz do seu mandato neste ano de 2013?
O mandato em todo início de ano tem suas dificuldades e nesse ano de 2013 não foi diferente de todos os que já atuei. Eu estou trabalhando bastante junto ao Poder Executivo principalmente agora neste meu quinto mandato como vereador. Dentre todos estes, o de 2013 foi talvez um pouco mais difícil quanto a questão de verba dos municípios o que resultou em poucas obras. Mas, considero o mandato tranquilo apesar do período ter sido complicado e espero que no próximo ano tenha mais tranquilidade e que possa ter mais verbas voltadas ao município e que estas tragam melhorias para a comunidade. Eu sei quais são os anseios da população, mas estou trabalhando cada dia mais para que possa trazer os recursos para o município.

2) Qual a sua opinião em relação a projetos mais debatidos na casa, como por exemplo, o crédito suplementar no montante de aproximadamente R$ 22 milhões de autoria do Poder Executivo e o projeto que poderá ser protocolado sobre extinção dos cargos de auxiliar de serviço na prefeitura?
Este projeto de crédito suplementar é importante porque nós vereadores temos que votar por ser uma suplementação orçamentária. Foi necessária a votação deste projeto porque o município precisa de dinheiro para fazer as melhorias na cidade. É um projeto polêmico que às vezes algum vereador novato não tinha muito conhecimento, mas acredito no Poder Executivo porque realmente este é um montante que votei favorável para ser aplicado no município. Cabe a nós vereadores a partir de agora fiscalizar para saber se o dinheiro será bem aplicado. Já em relação ao projeto EM 056/2013 eu fico preocupado, mas ao mesmo tempo tranquilo, porque é uma proposta que vai gerar o debate. Vou estudá-lo bastante, mas não vejo nenhuma perca para o servidor público no momento, porque vai extinguir o cargo, porém ele não perde nenhum dos seus benefícios. Essa lei estará adequando esses cargos e não vejo nenhum prejuízo para o servidor público.

3) Sobre audiências públicas que ocorreram ao longo do ano, sobre assuntos importantes, como Copasa, terceirização do hospital público por meio de Organizações Sociais (OS), e sobre a MG 050 e Concessionária Nascentes. Qual a importância de se debater estes temas no legislativo?
Quanto às audiências, elas são importantes, mas eu fico até um pouco preocupado, porque há alguns anos fazíamos reuniões comunitárias, seguindo uma lei que demonstrava que toda primeira quarta-feira de cada mês por meio de pedido aos presidentes o vereador poderia estar na comunidade debatendo as demandas dos bairros. Hoje não vejo isso mais, os próprios presidentes não estão vendo mais o interesse dos vereadores de ir até o local discutir os assuntos. Sobre a Copasa, lógico que às vezes fico um pouco preocupado, mas estamos sempre cobrando da companhia. Não adianta tratarmos o esgoto se as cidades acima de nós não tratarem o delas. Vamos começar a exigir do estado, do poder público, que estas cidades vizinhas também façam o tratamento de esgoto, porque senão não adianta a gente tratar.
Sobre a terceirização do hospital público por meio de OS, eu vejo que existe a má administração por OS, mas existem também OS que administram muito bem. Eu entendo que esta seria boa para a cidade, porque o município terá dificuldade em administrar o hospital. As OS tem uma facilidade maior de contratação do pessoal.
Quanto ao restaurante popular esta é uma questão delicada porque quando se fala de restaurante popular deveria ser para a população. Já fui lá almoçar e vi uma classe que tem o poder aquisitivo melhor e frequenta ali tirando o direito de quem realmente precisa. Com isso, eleva o valor do prato que ali é servido e o município que banca tudo. Chega um momento que o município não dá conta de arcar com as despesas. O valor eu acho que deve ser baixo mesmo e deve se ter um cadastro das pessoas que realmente necessitam.
Em relação à empresa Nascentes das Gerais por várias vezes os representantes desta foram convidados a irem à câmara e não compareceram. É uma empresa que não tem carinho com a nossa cidade. Gostaria que os nossos deputados estaduais por meio do nosso deputado Fabiano Tolentino (PPS), fizesse um projeto para que as pessoas pudessem irem e virem sem pagar nada, porque às vezes deixam de trazer os seus produtos de outras cidades para Divinópolis devido ao alto valor do pedágio. Considero as audiências boas no sentido da participação popular.

4) Sobre o plano diretor. Como está o andamento e estudos desta lei na casa legislativa?
O plano diretor também é uma questão muito séria. Ele foi elaborado e estamos estudando. Sei da importância deste plano para o futuro da cidade, porque às vezes se faz muita coisa no município sem planejamento. Vamos ter que fazer emendas. Eu acredito que neste ano o plano não será votado ainda e algumas mudanças devem ser feitas para melhorar, mas a Funedi/UEMG fez um bom trabalho. Sobre a Mata do Noé vou procurar saber o porque desta não estar inclusa no plano e deixar claro que me preocupo com os donos do local também.

5) Dentre as indicações que você apresentou na câmara municipal pontue algumas:
Este ano tivemos vários encontros, dentre eles, com o mototaxistas momento em que obtivemos avanços. O projeto relacionado a esta categoria precisava ser votado porque é uma profissão que tinha que ser regulamentada. Ainda tem algumas coisas para se adequar quanto à categoria, mas estamos estudando e espero que em curto prazo possamos resolver. Em relação às correspondências que não chegam aos conjuntos habitacionais, este foi tema de meu pronunciamento na câmara, eu não sei se o erro é dos correios. O que ocorre é que as cartas, talão de luz e de água, não chegam aos Conjuntos. Acho isso um absurdo e já solicitei ao presidente que marcasse uma reunião com representantes do correio, mas não foi conseguida esta reunião ainda.
A questão da 494, principalmente, próximo ao Conjunto Copacabana, o Dnit colocou um sonorizador, os motoristas não respeitam este sonorizador. Logo em seguida foram colocados redutores de velocidade naquele local para mais segurança, mas ainda assim os condutores não respeitam. Fico preocupado com a questão de acidentes.
Gostaria de ressaltar também sobre uma indicação que queria muito que fosse lei, mas não consegui. Seria sobre a questão dos estacionamentos rotativos na nossa cidade, está nas mãos da prefeitura, eu gostaria que o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) encaminhasse esse projeto para a câmara, é um anteprojeto de minha autoria para que a pessoa que estaciona o veículo no local do rotativo, se não colocou o talão, se ela for notificada pelo agente de trânsito ela teria um adesivo colado no para-brisa do carro indicando onde ela iria pagar o valor de R$ 10, tendo 24h de prazo para pagar este dinheiro e dar baixa para que não houvesse a multa. Às vezes o condutor não acha o talão e quando ele sai para comprar alguma coisa e volta, ele já foi multado. A multa faz cinco pontos na carteira. Essa é a oportunidade para os condutores terem mais tranquilidade ao estacionar no centro da cidade. Pessoas de cidades vizinhas já reclamaram comigo, que vem à Divinópolis e toda vez é multado.

6) Existe a possibilidade de você colocar seu nome para a disputa da mesa diretora?
Da mesa diretora, eu já fui presidente por dois mandatos, e a presidência é uma questão séria, porque tem que ter disponibilidade para ficar na casa legislativa em tempo integral. Gostaria de administrar a câmara novamente, mas quero que haja um consenso.

7) O que a população pode esperar de você em 2014?
A questão do futuro é trabalhar. Cada dia mais me sinto nesta obrigação por estar no quinto mandato. A responsabilidade dobra e até pelo respeito que a população tem comigo nestes cinco mandatos com votação expressiva. Tenho muito que agradecer a Deus e aos cidadãos porque tenho um compromisso com Divinópolis para melhorar as condições da nossa cidade. Isso é minha obrigação e que eu possa trabalhar mais e mais em 2014.

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