sexta-feira, 10 de Junho de 2011 16:28h Atualizado em 11 de Junho de 2011 às 09:34h. Flávia Brandão

Edson Sousa pede CPI para apurar denúncias sobre sua conduta

Cidadão José Venâncio não apresenta gravação de cargos na Copasa e faz outra denúncia

Na reunião ordinária da Câmara Municipal realizada na última quinta-feira (9), o vereador Edson Sousa (sem partido) pediu ao presidente da Casa, Pastor Paulo César (PRB), que seja instalada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis denúncias, que estão sendo ventiladas sobre o seu nome, com destaque para a do último dia 2 feita pelo cidadão José Venâncio a respeito de oferecimento de cargo na Copasa e qualquer outra que envolva sexualidade, religião, sigilo fiscal, telefônico, etc. Em seu discurso, o parlamentar em tom acalorado intimou os vereadores tucanos Beto Machado (PSDB) e Rodyson do Zé Milton (PSDB) a pedirem a CPI e afirmou que tem uma “quadrinha do PSDB instalada em Divinópolis”. 


O vereador Edson Sousa afirmou que seu nome está em jogo e que é necessária essa CPI para que a sociedade divinopolitana tenha uma resposta sobre essas denúncias. “Se não for instalada até sexta-feira (10) essa Casa perdeu a vergonha. Um vereador, um membro do parlamento denunciado? Isso é sério. Vai ter que instalar porque essa casa, porque o meu nome que está em jogo”, afirmou Edson.


Em seu pronunciamento, o presidente da Câmara Municipal, Pastor Paulo César, afirmou que faz o testemunho da conduta ilibada e transparente do vereador Edson Sousa e destacou que o admira como parlamentar. Mas o presidente citou o artigo 98 do regimento interno da Câmara que trata das CPIs e ressaltou que não poderia instalar uma investigação  para apurar questões, que envolvem foro íntimo como vida pessoal relativa a gostos e preferências. Mas ressaltou que o vereador terá todo o apoio dos vereadores e da mesa diretora para testemunhar em juízo sobre qualquer calúnia contra seu nome.


O vereador Beto Machado (PSDB) ressaltou que mesmo sendo de partidos diferentes mesmo que houvesse a possibilidade de instalar uma CPI, não iria assinar visto que sabe da história de vida de Edson Sousa, é amigo do parlamentar desde a primeira candidatura e sabe da seriedade de sua vida pública. 


Nova denúncia


O cidadão José Venâncio afirmou a toda imprensa de Divinópolis, que ontem (9) apresentaria a suposta gravação do ex-assessor de Edson, Roberto Clementino, que comprovaria a denúncia feita em plenário, no último dia (2), mas a fita não foi apresentada e ao contrário disso uma nova denúncia foi feita, envolvendo o vereador Edson e a Trancid com apresentação de um CD de áudio. “É uma gravação feita com o próprio irmão do vereador explicando como ele fez a campanha eleitoral com o dinheiro da Trancid e também o estacionamento que o vereador Edson Sousa construiu ao lado do campo do Guarani. Todo custo daquele estacionamento foi oriundo da Trancid”, explicou


Questionado a respeito da gravação com a negociata com a Copasa, Venâncio declarou que o presidente da Câmara não exigiu que ele provasse sobre a questão da Copasa, mas sim sobre uma denúncia, que fez anteriormente durante uma audiência pública sobre o transporte coletivo. Venâncio afirmou que não foi ele que fez a gravação envolvendo a Trancid e que há mais de um ano a mesma está em seu poder. “Não foi eu que gravei quem gravou foi o sobrinho do Aristides Salgado com o irmão do Edson Sousa”, declarou.


Questionado como a fita foi parar em seu poder, Venâncio disse que prefere falar disso em outro momento.  “Vamos deixar para esclarecer isso mais tarde, em outra entrevista. Não fui eu que gravei, quem será que passou para mim?”, ressaltou.


Na última segunda, o vereador Edson Sousa acionou a Polícia Civil para que fosse instalado inquérito visando a apuração das denúncias e após a oitiva do cidadão Venâncio fosse apreendida a suposta gravação da Copasa. Questionado porque não apresentou essa gravação e se tem realmente essa gravação o cidadão afirma: “talvez sim, talvez não”. Na sequência, Venâncio diz que não nega que recebeu proposta de cargos na Copasa para ser a favor da terceirização do esgoto. 

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