Efeito do mensalão em campanha é zero, diz candidato do PT no interior paulista

 Depois de se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda, em São Paulo, o prefeito e candidato do PT à reeleição em São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, disse que o julgamento do mensalão não está afetando o desempenho do partido nas eleições municipais. "Na avaliação que fizemos, a influência (do mensalão) está sendo zero", disse. Segundo ele, a tentativa da oposição de "nacionalizar" as eleições às prefeituras não surtiu efeito prático. "O desempenho do PT está dentro do esperado e com tendência de crescimento nas principais candidaturas." Ele disse que a desistência do petista João Paulo Cunha, condenado no processo do mensalão, da candidatura em Osasco já é fato superado. "A campanha do PT continua com o Lapas (o vice na chapa de Cunha, Jorge Lapas)."

Segundo Marinho, nas campanhas municipais, o interesse do eleitor está focado em problemas da cidade. "Eleição municipal é problema de trânsito, se tem buraco na rua, se tem casa para morar e médico no posto de saúde." Numa referência ao candidato tucano em São Paulo, José Serra, que deixou a prefeitura para concorrer à presidência em eleição anterior, ele disse que o eleitor não gosta de candidato que renuncia no meio do mandato. "Eu disse para o Haddad (Fernando Haddad, candidato do PT em São Paulo) que ele vai parar oito anos da vida dele para cuidar de São Paulo."

Além de Marinho, estiveram com Lula os candidatos petistas em Diadema, Mário Reali; Santo André, Carlos Grana; Mauá, Donizete Braga; Ribeirão Pires, Maria Inês Soares, e Ribeirão Grande da Serra, Claudinho da Geladeira. De acordo com Marinho, Lula quis saber sobre a campanha em cada cidade e gravou mensagens para o programa eleitoral gratuito. O ex-presidente fez tomadas no estúdio e em ambiente informal, na varanda do prédio, em clima de descontração. O candidato de São Bernardo do Campo chegou a brincar que, além da foto, queria o voto de Lula. "Sou o único aqui em quem ele pode votar", disse, referindo-se ao fato de o ex-presidente ser eleitor em sua cidade.

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