quarta-feira, 21 de Setembro de 2011 09:27h Flávia Brandão

Eleitores colocam nariz de palhaço e fazem protesto

Manifestantes com nariz de palhaço e faixas mostram insatisfação com aumento de vereadores

A proposta de Emenda à Lei Orgânica Municipal CM-004/2011, que está em tramitação na Câmara Municipal de Divinópolis, e propõe a alteração no número de vereadores passando de 13 para 17 parlamentares, foi alvo, ontem (20), de um protesto silencioso - cerca de 20 manifestantes - compareceram a Casa munidos de narizes de palhaço, faixas e cartazes demonstrando a insatisfação da população com a proposta, já aprovada em 1ª votação. Os parlamentares presentes na reunião não comentaram a ação do grupo, até a quebra do silêncio pelo vereador Paduano, que disse que a proposta já era “página virada”.


De acordo com os engenheiros, André Martins e Leonardo Teixeira, que estão na liderança do movimento, a manifestação começou nas redes sociais - twitter e facebook – na última sexta-feira e já mobilizou cerca de 280 pessoas. A ideia é que o grupo esteja todo presente na 2ª votação da proposta.  Eles contam que a ação não tem vinculação partidária e foi protocolado, essa semana, ofício para que ocorra a mudança de horário da 2ª votação para às 18h para que o população possa comparecer. André e Leonardo contam que estão esperando também a confirmação da extraordinária da 2ª votação, pois querem fazer inscrição para a tribuna livre.  Além disso, um abaixo-assinado começou a circular ontem (20) para ser entregue ao presidente da Câmara Municipal, Pastor Paulo César.


Indignação


A manifestação silenciosa, com nariz de palhaço e faixas, segundo Leonardo e André, é para demonstrar - de forma ordeira, como solicitado pelo presidente da Câmara na 1ª votação - o sentimento de indignação em relação às justificativas, que estão sendo dadas pelos vereadores a respeito do aumento de mais quatro cadeiras, para 2013. “Sentimos na realidade como palhaços. Estão nos enganando falando, que não terá aumento de gastos. Somos engenheiros apreendemos a fazer contas. Como não haverá gastos aumentando mais quatro pessoas? Teremos mais quatro carros, mais quatro gabinetes, mais assessores, etc. Eles falam que o repasse é o mesmo tanto para 13 como para 17. Mas quem falou que é obrigado a gastar os 6%? Se 13 gastam 6%, esses mesmos 13 não poderiam gastar 2%?”, questionou indignado Leonardo.


O presidente da Câmara Municipal de Divinópolis, Pastor Paulo, avaliou que toda “manifestação é importante e demonstra desejos de segmentos e da sociedade”, não importando o tamanho da mesma ela tem “que ser respeitada e considerada”. Segundo ele o projeto está tramitando - dentro do prazo regimental - e acredita que não será necessária a convocação de uma reunião extraordinária. “Acreditamos que não temos que convocar uma extraordinária para que seja votado, visto que está dentro do prazo, tendo passado os 10 dias uteis estaremos com o projeto apto a ser votado”, disse.

 

 

Página virada


O vereador Paduano foi o único, que citou a manifestação durante seu pronunciamento, e disse que entendia que o assunto que já era “pagina virada”. Questionado pela Gazeta se dessa forma então a manifestação não era válida, o edil justificou sua fala dizendo que entendia que os vereadores votaram de forma consciente, inclusive considerando o impacto financeiro na Casa e que não acreditava em mudanças de posicionamento. “Nós votamos analisando todo o acontecimento que poderia causar, até o financeiro. Quer dizer nós votamos conscientes no que seria melhor para Divinópolis”, destacou. O parlamentar disse que a próxima votação será apenas uma repetição da primeira apreciação. “Eu acredito que a coerência se mantém. O que nós vamos fazer na próxima reunião é simplesmente continuar aquilo que foi feito na primeira”, avaliou. Paduano defende o aumento para 17 cadeiras alegando, que representatividade será aumentada e o repasse municipal será os mesmo 6%.
 

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.