terça-feira, 22 de Outubro de 2013 04:33h Atualizado em 22 de Outubro de 2013 às 09:43h. Carla Mariela

Eliana Piola filia-se ao PTdoB e coloca o seu nome a disposição do partido para candidatura a deputada

Conforme Piola, ela aprendeu muito no PSDB, porém decidiu aceitar o convite do PTdoB, que está 100% fechado com a candidatura de Aécio Neves. Segundo ela, não houve imposição deste partido e terá liberdade de escolhas

A coordenadora estadual de políticas públicas para mulheres, Eliana Piola, em entrevista ontem a Gazeta, pronunciou sobre sua ida para o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), apesar da sua forte ligação com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o qual ela fez parte por 10 anos.
De acordo com Eliana Piola, no PSDB ela teve bastante aprendizado. Além de realizar projetos sociais, ela fez projetos, principalmente, voltados para as mulheres, não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil. Segundo Piola, no decorrer desse final de ano, ela deparou com um quadro no PSDB que inviabilizaria a sua candidatura, uma vez que precisaria de 55 a 65 mil votos para se eleger. Este foi um dos fatores para a sua tomada de decisão.

 


Piola explicou que houve um descuido do partido nesse sentido, para ela, deveria ter tido uma articulação maior visando uma chapa mais equilibrada, mais homogênea. E isso para Piola foi um agravante. “Aprendi muito no PSDB. Me filiei no PTdoB, porque este partido não tem restrições, como por exemplo, vou ter liberdade de realizar trabalhos no PTdoB, mas podendo dar a continuidade do meu trabalho, num projeto para o Estado de Minas Gerais e com meu trabalho direcionado para a política das mulheres”, destacou.

 


Ainda conforme Piola a nova sigla faz parte da base de apoio do atual governo estadual. Sua decisão foi feita para que possa participar do processo eleitoral de 2014 como candidata a uma vaga na Assembleia de Minas Gerais. “Nesse momento tenho opção de colocar o meu nome a disposição, o PTdoB me convidou, e está 100%  fechado com a candidatura de Aécio Neves. Não houve imposição deste partido, terei liberdade de escolha.
História do PTdoB

 

 

O Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), é um partido político brasileiro, organizado por dissidentes do PTB, em 15/05/1989. Seu número eleitoral é o 70, obtendo registro definitivo em 1994. Disputa as eleições brasileiras desde 1990 e o símbolo do partido é um coração.

 

 

Em 1998, lançou como candidato a Presidente, João de Deus Barbosa de Jesus, que obteve 0,2% dos votos (cerca de 198 mil votos).

 

 

Em 2006, o partido elegeu um Deputado Federal, Vinícius Rapozo de Carvalho, pelo Estado do Rio de Janeiro, tendo 0,31% dos votos para a Câmara dos deputados. Em 2010, ampliou sua bancada na câmara dos deputados, com a eleição do seu Presidente Nacional. O PTdoB, possui atualmente, 19 deputados estaduais, em 2006 tinham 17; e representação nas Assembleias Legislativas de 13 Estados, Goiás, Maranhão, Sergipe, Rondônia, Paraíba, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Amapá, Acre, Alagoas, Espírito Santo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

 

 

Em 2006, foi anunciada sua fusão com o Partido Liberal (PL), juntamente com o Prona. Os três partidos fundidos formariam o Partido da República-PR. O PTdoB não entrou no acordo por rejeição da maioria dos membros da Convenção Nacional.

 

 

O Presidente Nacional do Partido é o deputado federal, Luis Henrique de Oliveira Resende, conhecido como Luis Tibé. Os Presidentes anteriores da legenda foram, Caetano Matanó Júnior (1989-1993); 1995-1998; Aroldo Luiz Rosa (1993-1995); Carlos Alberto Silva (1998-2002); Antônio Rodrigues Fernandes (2002-2006), que permaneceu como Presidente de Honra da sigla.

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