quarta-feira, 16 de Abril de 2014 05:24h Atualizado em 16 de Abril de 2014 às 05:32h. Carla Mariela

Empreendimentos na Cidade Tecnológica podem definir marco divisório na economia de Divinópolis

Empresário explica que a cidade perdeu sustentabilidade desde a década de 1970 e que hoje tem poucas indústrias de tecnologia.

A aprovação do projeto da Cidade Tecnológica, que ocorreu na última quinta-feira (10) na Câmara de Divinópolis, pode trazer a volta do desenvolvimento da cidade que tem hoje cerca de oito mil Cadastros Nacionais da Pessoa Jurídica (CNPJs). Porém, 95% deste total é de pequenos estabelecimentos.
Bares, restaurantes e lojas formam o maior montante dos cadastros, segundo o empresário, Antônio Carlos Pereira de Oliveira. Para ele, a cidade teve crescimento significativo até meados da década de 1970 com a abertura de fundições e siderúrgicas, mas no final da mesma década, essas empresas foram se transferindo para outros municípios, como a cidade de Cláudio. “O que mais assusta é a posição de arrecadação da cidade hoje. Entre 1974 e 1976 nós chegamos a ser a sétima cidade em arrecadação em Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) do Estado. Não fomos sempre a sétima, mas sempre estávamos nesta média. Hoje estamos disputando a 28ª, 30ª posição em arrecadação”, esclarece.
De acordo com o empresário, a aprovação da Cidade Tecnológica abre a possibilidade de negociações. “Nós passamos a poder discutir com os investidores. A Universidade Federal de São João del-Rei já reservou 110 mil metros e quer começar a construir imediatamente, para iniciar cursos de Zootecnia e Veterinária. Já são dois cursos que nós não tínhamos aqui. O Cefet reservou uma área de 20 mil metros. Está havendo negociação com a PUC e o projeto é para trazer investimento tecnológico”, explica.
Ainda de acordo com Antônio Carlos, outras três indústrias estão interessadas em terrenos. “Inclusive uma é de laboratório, mas é só conversa por enquanto, ninguém me deu nome ainda. Até por que uma indústria dessas não autoriza você a publicar. Ela define estrategicamente que está perto de Belo Horizonte, tem rodovia, tem uma boa rede de faculdades e hospitaleira.”

 

Expectativa
Antônio Carlos revela que procurou os vereadores e explicou a importância da Cidade Tecnológica por medo que o projeto não fosse aprovado e a cidade perdesse mais uma vez. “Por isso que eu me envolvi, porque nós não poderíamos perder mais uma chance dessas. É como uma partida de futebol, o juiz marca um pênalti. Você não sabe se o pênalti vai virar gol, mas é um pênalti e a possibilidade é muito grande.”
Para o empresário, a Cidade Tecnológica representa muito para o setor empresarial, mas muito mais para o município como um todo. “Representa para o município mais renda, mais tecnologia, mais mão de obra qualificada. Divinópolis já perdeu demais. Divinópolis tem tudo nas mãos, nós estamos em uma localização que, para aonde você for, se passa por Divinópolis. Nós temos entroncamento com a BR-494, com a BR-262, MG-050”.

 

Marco Divisor
Para o empresário, a Cidade Tecnológica passa a ser um marco divisor. “Nós estamos dividindo antes e depois da Cidade Tecnológica. Ela, por ser somente criada não adianta, tem que ser igual a uma criança e agora tem que ser educada, retratada, dirigida. Cabe agora nós termos a força política que são dois deputados federais, um deputado estadual. Temos o prefeito do mesmo partido do nosso governador. Agora é aproveitar esse calor da aprovação para não deixar se esfriar e começar a trabalhar fundo”.

 

 

Com a colaboração de Carina Lelles

 

Olhos:
“Representa para o município mais renda, mais tecnologia, mais mão de obra qualificada. Divinópolis já perdeu demais.” Antônio Carlos Pereira de Oliveira, empresário.


“O que mais assusta é a posição de arrecadação da cidade hoje. Entre 1974 e 1976 nós chegamos a ser a sétima cidade em arrecadação de ICMS do estado. Hoje estamos disputando a 28ª, 30ª posição em arrecadação.” Antônio Carlos Pereira de Oliveira, empresário.

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