sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016 12:50h Atualizado em 26 de Fevereiro de 2016 às 12:52h. Agência Brasil

Emprego e crescimento econômico devem pautar debate do governo, diz Lindbergh

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu hoje (26), no Rio de Janeiro, que a recuperação do emprego e a volta do crescimento econômico têm que ser a questão central do governo Dilma Rousseff

Ele está na cidade para participar de reunião do diretório nacional do PT, que se estenderá até amanhã (27). Nas propostas de enfrentamento à crise para a retomada do crescimento econômico, que o PT vai apresentar, Lindbergh Farias disse que será lembrada a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, em 2008 e 2009, aumentou o gasto social em 10%.

“Por isso, a proposta de aumentar o Bolsa Família é importante. É dinheiro na mão do pobre para estimular a economia”. Ele disse que “com todos os problemas do Meirelles” – referindo-se ao ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles – a taxa de juros, em 2009, caiu cinco pontos percentuais, de 13,75% para 8,75%. “Então, esse é o caminho que o PT quer apresentar."

O senador acredita que é possível a presidenta Dilma Rousseff colocar essa questão no centro do debate. “Para nós, o centro não é reforma da Previdência ou reforma fiscal. O centro é a recuperação do emprego e a volta do crescimento econômico."

Ele afirmou que as lideranças do governo não vão nessa direção, no momento. E disse que, como se trata de um governo de coalizão, da mesma forma que o PMDB apresentou seu programa Uma Ponte para o Futuro, o PT está apresentando o seu plano emergencial. “Nós vamos disputar dentro do governo. Nós queremos que a presidenta Dilma escute o partido, o PT, os movimentos sociais, entenda que mais importante do que qualquer coisa é a pauta do crescimento econômico."

Lindbergh Farias não quis comentar se a presidenta Dilma mostrou boa vontade ou se foi relutante em ouvir as propostas. “Vamos lutar internamente para isso. E só vamos aceitar essa proposta de reforma da Previdência se for tirada em consenso com os sindicatos no fórum."

Indagado se o governo teria, no momento, espaço fiscal para aumentar gastos, o senador argumentou que o "grande problema fiscal do Brasil hoje é o pagamento de juros". Ele disse que, no 'déficit' nominal de 10,34% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2015, 8,5% foram referentes a pagamento de juros. “Nós temos a maior taxa de juros do mundo. Todos os bancos centrais no mundo estão com taxas de juros negativas."

Lindbergh ressaltou que a inflação atual diz respeito a preços monitorados, preços administrados, e é centrada, principalmente, em energia elétrica, gasolina e alimentos. Não se trata, indicou, de uma inflação de demanda. “A inflação de demanda está lá embaixo, porque a economia desacelerou muito”. Para ele, a inflação cairá quando a oferta dos preços administrados também cair, e disse acreditar que, ao final deste ano, o Brasil já vai chegar com inflação próxima de 7%. “Não é o ideal, mas não é inflação de 10%. A gente acha que é preciso reorientar a política econômica do governo para privilegiar o crescimento e a proteção do emprego."

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