sexta-feira, 15 de Julho de 2011 10:29h Flávia Brandão

Empresários se reúnem para verificar oportunidades de negócios em país africano

Na manhã de ontem (14), empresários de Divinópolis e região estiveram na Fiemg para reunião com os representantes da Câmara do Comércio, Indústria e Agropecuária Brasil – Moçambique (CCIABM) para conheceram as oportunidade de negócios que o país africano oferece as empresas brasileiras. De acordo com Fábio Vale, Gerente Nacional da CCIABM,  hoje Moçambique cresce de forma diversificada  e assim apresenta oportunidades em diversas áreas como infraestrutura, mineração, educação, moda , cultura, energia, cosméticos, entre outros.

 

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - Fiemg, Afonso Gonzaga, cerca de 40 empresários de diversos segmentos (equipamentos, projetos, vestuário, calcados, confecção, siderurgia, etc) da região foram convocados para o encontro. Ele avaliou que Moçambique apresenta cenário propício para bons negócios com as empresas brasileiras e destaca os setores de alimento, siderurgia, calçado, confecção como “carro-chefe” nesse intercâmbio de negócio. “É um país com uma estabilidade financeira, o que nos proporciona a certeza de um bom investimento. Não é um país grande, mas temos lá um PIB per capita em torno de 12 mil dólares/ ano, isso nos dá oportunidade de negociar e com certeza proporcionar ao empresário da região Centro-Oeste oportunidade de negócio”, declarou.

 

O presidente do Sinvesd, Antônio Rodrigues Filho (Toninho), disse que a reunião foi oportuna para conhecer melhor esse interesse de Moçambique nos produtos de Divinópolis, mas afirma que o setor confeccionista não tem o histórico de exportação e é preciso trabalhar no sentido de criar essa cultura nos empresários da cidade. “O setor não tem histórico de exportação. Nós do Sinvesd é que estamos tomando frente disso, convidamos alguns empresários para conhecer um pouco mais. O trabalho de exportação é uma questão de cultura, é uma questão de oportunidade e de enxergar um novo mercado, e entendemos que essa é uma boa oportunidade para a confecção”, declarou. O presidente do Sinvesd afirma que o próximo passo após a reunião é manter um contato estreito com Câmara do Comércio para viabilizar uma missão a Moçambique para que os empresários conheçam de perto as oportunidades de negócio do país.


Câmara do Comércio

 

O gerente nacional, Fábio Lopes, explica que a Câmara do Comércio funciona como um braço comercial da empresa brasileira em Moçambique de modo a viabilizar os objetivos comerciais dos empresários associados seja  de exportação, investimento, comércio, parcerias institucionais com empresários, órgãos do governo Moçambicano, etc.  “Uma vez associado, a Câmara  presta todo o serviço, contatos em Moçambique, todo o auxílio para realizar exportações e investimentos, não só o início, mas durante e depois”, explicou. A Câmara é uma entidade sem fins lucrativos, uma vez que é associativa e atua desde 2008. As taxas para se associar variam conforme o porte da empresa, o nível de investimento que pretende se fazer em Moçambique, ou seja, a demanda de trabalho que a empresa irá gerar para a Câmara, sendo que as mesmas variam de R$199,00 e R$999,00 ao mês.

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