sábado, 17 de Janeiro de 2015 04:55h Atualizado em 17 de Janeiro de 2015 às 05:01h. Mariana Gonçalves

Encontro entre prefeitos dará andamento ao processo de implantação do Gasoduto

Oficialmente previsto para entrar em atividade a partir do próximo ano, as discussões acerca da implantação do gasoduto caminham a pleno vapor

O projeto, que desde 2013 vem sendo discutido principalmente na região Centro-Oeste, parece estar se solidificando para enfim sair do papel.
Na última quinta-feira o presidente da Fiemg Regional Centro-Oeste, Afonso Gonzaga, se reuniu com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Almir Roso e com o secretário de Ciência e Tecnologia, Miguel Corrêa Jr., para discutir o andamento do gasoduto em Divinópolis e também assuntos referentes à Cidade Tecnológica.
Nesse encontro foi definida a necessidade de convocação de todos os prefeitos das cidades que serão beneficiadas com o gás natural. A reunião deve acontecer nos próximos 15 dias. “É um investimento alto e acredito que nos próximos dias teremos uma ação mais efetiva. Uberaba precisa do gasoduto, mas nesse exato momento a passagem do gás em cidades como Itaúna, Mateus Leme, Divinópolis, São Antônio do Monte, Lagoa da Prata, enxergamos isso como a verdadeira alavanca do desenvolvimento”, diz Afonso.
De acordo com o projeto, o gasoduto partirá de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e percorrerá 457km até chegar ao Triângulo Mineiro, tendo como alvo abastecer uma fábrica de amônia da Petrobras. Nesse percurso, ele passaria por vários municípios, entre eles Divinópolis.
Para a fábrica de amônia funcionar, a Petrobras precisa de um gasoduto ligando Betim a Uberaba, que custa R$ 1,8 bilhão. “Estamos considerando o gasoduto um investimento de primeira grandeza não só para Divinópolis, mas também para a região. Entendemos que [apesar de] a nossa região apesar de ser voltada para o setor metalúrgico e confeccionista com mais peso do que outros setores, precisamos buscar um novo direcionamento na indústria da região Centro-Oeste. Estamos envolvidos tanto no processo do gasoduto quanto no da Cidade Tecnológica, porque é algo que vai nos mudar e ao mesmo tempo trazer um novo foco de desenvolvimento para a região”, destaca o presidente da Fiemg.

 

GARANTIDO
Vários boatos circularam pela cidade colocando em dúvida a efetiva implantação do gasoduto. Afonso acredita que por se tratar de um projeto grandioso todos os passos devem ser bem elaborados, visando o fato de que quando já estiver instalado traga os resultados esperados.
O presidente da Fiemg acredita também que no próximo ano o gasoduto já fará parte da realidade econômica da região. “Até mesmo por força de contrato a planta de amônia de Uberaba deverá entrar em funcionamento em junho de 2016 e claro que o gás tem que estar lá. Então acredito que devido a isso e ao compromisso do governo de Minas de estar colocando o gás em Uberaba, tão logo ele saíra. Além do mais, existe uma multa extremamente alta caso o processo não seja feito. Então acredito no bom senso do governo estadual de concretizar esse projeto”, encerra Gonzaga.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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