sábado, 12 de Abril de 2014 05:16h Atualizado em 12 de Abril de 2014 às 05:23h. Carla Mariela

Encontro entre representantes do Sintram e Simmtend com Prefeito de Divinópolis resulta avanços

Depois de não concordarem com o reajuste anunciado pelo prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB).

Depois de não concordarem com o reajuste anunciado pelo prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo (PSDB), no valor de 5,56%, e se manifestarem em frente à Prefeitura, os representantes do Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Sintram) e do Sindicato Municipal da Educação (Simmtend), se reuniram recentemente com Vladimir para uma tentativa de acordo entre ambas as partes, com as devidas melhorias para a categoria.
De acordo com a diretora do Sintram, Ivanete Ferreira, cinco pontos nesta reunião tiveram avanços. Sobre o aumento salarial, ela afirmou que haverá a retomada no dia 22 de abril da mesa de negociação, com um calendário pré-definido, e a presença dos dois sindicatos com o objetivo de corrigir as distorções salariais no PCCS.
Ainda conforme a diretora, mais um avanço ocorreu. Dessa vez foi quanto ao corte dos dias trabalhados. Os servidores que teriam o dia cortado por terem participado da manifestação contra a administração municipal não terão mais o ponto cortado – como foi comentado na cidade devido à exaustiva negociação dos sindicatos. Os dias de paralisação serão repostos de acordo com a negociação de cada secretaria.

 

 

Gatilho, Diviprev e concurso
Ivanete Ferreira esclareceu que o prefeito concordou em mudar a data do gatilho, passando para o mês de fevereiro em 2015, que, em 2016, a data muda para janeiro.
Já com relação à auditoria no Instituto Previdenciário (Diviprev) que também era uma das reivindicações na pauta dos servidores municipais, o Poder Executivo acatou a reivindicação dos servidores para a realização de auditoria independente. Neste ponto, a diretora explicou que esta auditoria será no intuito de saber exatamente o que ocorrerá com o Instituto caso o projeto 056/2013 – sobre a extinção de cargos na Prefeitura – seja aprovado. “Nós achamos que com a aprovação da lei o Diviprev vai quebrar. Já o Poder Executivo alega que não, no entanto, esta auditoria servirá para saber o que poderá ocorrer depois da aprovação desta proposta. Chegamos a solicitar ao prefeito a retirada do projeto 056/2013 da Câmara, mas ele não quis. Disse que agora é com os vereadores, uma vez que a lei já se encontra na Casa Legislativa”, relatou.
Em relação aos dados que foram apresentados pelo Sintram para o chefe do Executivo, Ivanete Ferreira frisou que o prefeito nem sequer discutiu estes números apresentados alegando que desconhece os dados. Sobre o concurso público, a diretora informou que Vladimir Azevedo afirmou que ocorrerá no início do segundo semestre de 2014.


O diretor do Sintram, João Madeira, disse que esperava mais da negociação. “Saí da reunião decepcionado pois esperava obter mais avanços. Porém, a presença do prefeito foi determinante, pois em um mandato de cinco anos, foi a primeira vez que o mesmo sentou com esta diretoria do Sintram e do Sintemmd para uma negociação”, informou.
Alberto Gigante, também diretor do sindicato, declarou que a ação coletiva deverá contemplar todos os servidores que ficaram prejudicados com a medida. “O estatuto é muito claro e os servidores não receberam o 13° salário seguindo os critérios estabelecidos. Inclusive, em outros anos, o pagamento foi realizado contemplando extensão de carga horária, horas extras e demais direitos. Em dezembro passado a prefeitura não honrou com o direito do trabalhador e vamos acioná-la judicialmente”, esclareceu.
Em contato com o secretário de administração da prefeitura, Gilberto Machado, ele confirmou os avanços da reunião, que chegou a um denominador comum. Ele falou sobre a mesa permanente que reunirá no dia 22 para a correção das distorções salariais no PCCS. Comentou também sobre o concurso público. Em relação à data base, ele comentou, assim como Ivanete, que passará para o mês de fevereiro em 2015, e em janeiro para 2016.
Estes pontos que foram discutidos com o prefeito foram passados para os demais servidores na última quinta-feira durante uma assembleia que ocorreu no sindicato dos metalúrgicos e estes servidores concordaram. Mas, Ivanete Ferreira deixou claro que se caso os pontos que foram acordados entre os representantes e prefeito não forem seguidos como o combinado, Ivanete Ferreira, disse que os servidores municipais pretende fazer novas assembleias.

 

 

Servidores em São Sebastião
Os servidores municipais de São Sebastião do Oeste paralisaram suas atividades pela segunda vez. A primeira paralisação aconteceu no dia 7 de abril e contou com mais de 90% de participação dos servidores concursados e, inclusive, servidores contratados pelo Executivo. A segunda paralisação foi feita ontem. Às 7h os servidores protestaram na porta do prédio da prefeitura e às 16h houve uma assembleia para definir os rumos do movimento.
Os trabalhadores lutam por reajuste salarial de 7%, revisão da jornada de trabalho da Educação, complementação de salários e concurso público com nomeação. Eles reivindicam condições de trabalho e renda para prestar melhores serviços os cidadãos sebastianenses.

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