sexta-feira, 13 de Junho de 2014 07:02h Atualizado em 13 de Junho de 2014 às 07:05h. Jotha Lee

Entrega do Centro Administrativo em 2015 ainda é dúvida

Obras estão dentro do cronograma previsto pela empreiteira

Inicialmente com entrega prevista para o ano passado, o Centro Administrativo, que deverá abrigar parte das secretarias e outras divisões da administração pública municipal, pode não sair no ano que vem. O próprio prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), tem dúvidas quanto a isso, embora trabalhe com a possibilidade de conclusão da obra dentro dessa previsão.
Em declaração ao Jornal Gazeta do Oeste, o prefeito não deu como certa a entrega da obra em 2015. “A gente quer ver se inauguramos no ano que vem. Nossa expectativa é de avançar os trabalhos no canteiro de obras e, no que vem, quem sabe, fazer a mudança”, afirmou. Ontem a reportagem esteve no local e verificou que cerca de 30 operários trabalhavam na obra.
Um funcionário graduado disse que somente agora a construção está retomando seu ritmo normal, após redução na atividade gerada pela falta de mão de obra. Entretanto, outra fonte confirmou que a diminuição do ritmo foi determinada pela própria Lamar Engenharia, empreiteira responsável pela construção, que não estaria recebendo os pagamentos em dia. De acordo com a Prefeitura, somente esse ano a Lamar recebeu do município R$ 1.414.585,92, referentes à prestação de serviços no Centro Administrativo. 

 

 

 

 

MAIS GASTOS
Inicialmente prevista para 2013, a inauguração do Centro Administrativo agora é vista como possibilidade para o ano que vem. Com dois anos de atraso na conclusão da obra, os custos aumentaram e, provavelmente, haverá necessidade de injeção de mais recursos. O valor final do investimento foi previsto em R$ 17 milhões, incluindo R$ 3,5 milhões utilizados na ruidosa aquisição do terreno doado pelo município à Faculdade de Ciências Econômicas de Divinópolis (Faced), no alto da Avenida Paraná.
Em 2011, a Prefeitura contratou empréstimo de R$ 5 milhões, junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) cujo objetivo era acelerar o ritmo da obra. Na ocasião, em declaração à Diretoria de Comunicação da Prefeitura, o prefeito afirmou que o Centro Administrativo era prioridade no governo. “É uma obra que temos como prioridade no nosso governo e que vai melhorar as condições de trabalho dos nossos servidores públicos, o atendimento ao cidadão e a prestação de serviços. Além disso, vamos reduzir as despesas de custeio em R$ 2 milhões por ano para investirmos em obras, resolver outros problemas da cidade e investir nas pessoas”, afirmou. Em dezembro do ano passado, o prefeito recebeu o então vice-governador do Estado, Alberto Pinto Coelho, para assinatura de contrato de mais recursos do BDMG. Foram mais R$ 5 milhões destinados à continuidade da construção.

 

 

 

 

IRREGULARIDADE
O atual titular da Superintendência Usina de Projetos, vice-prefeito, Rodrigo Resende, em declaração à imprensa há 20 dias, disse que a obra apresenta graves problemas em sua estrutura, acrescentando que os R$ 5 milhões contratados no ano passado junto ao BDMG, não serão suficientes para sua conclusão. Segundo ele, o município terá que fazer novo aporte de recursos para entregar o bloco principal, que abrigará apenas parte da administração. Rodrigo Resende disse que a obra iniciada pela Faced teve que passar por uma adaptação, sendo necessária a construção de mais um pavimento e reforço na fundação.
Ontem a reportagem verificou que a placa obrigatória, prevista na Lei 5.291/2002, com dados sobre o custo, início e finalização da obra, foi coberta com um material plástico e as informações exigidas não estão disponíveis. De acordo com a lei, a placa deve ser colocada em local visível e o descumprimento prevê punição do responsável por infração administrativa.

 


Crédito: Jotha Lee

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