segunda-feira, 3 de Setembro de 2012 10:42h Gazeta do Oeste

Envolvimento do BMG com o mensalão será julgado em MInas Gerais

 Quatro diretores do BMG também foram denunciados pela Procuradoria da República por gestão fraudulenta e falsidade ideológica. Na ação, os diretores do banco Ricardo Guimarães, João Batista de Abreu, Márcio Alaôr de Araújo e Flávio Guimarães são acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de liberar pelo menos de R$ 43,6 milhões “mediante empréstimos simulados” ao PT e às empresas de Marcos Valério. A Justiça Federal de Minas aceitou a denúncia e afirma que o caso está pronto para ser julgado.

 

O banco não entrou no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) porque o MPF considerou que deveria investigar melhor as relações do banco com o governo. Foram denunciados também na Justiça Federal, em primeira instância, os ex-dirigentes do partido, José Genoino e Delúbio Soares; o empresário Marcos Valério e sua mulher, Renilda Maria Santiago, além de Ramon Hollerbach, o publicitário Cristiano de Mello Paz e Rogério Lanza Tolentino. As penas previstas variam de 1 a 12 anos de prisão.

 

 

Em janeiro de 2003, antes que o governo Lula completasse um mês, Valério já iniciava as tratativas com o BMG, de acordo com documentos do MPF. Logo depois das primeiras reuniões, o processo registrava que o BMG começou a liberar dinheiro para o PT e Valério - o MPF afirma que o banco realizou empréstimos irregulares, uma vez que a situação financeira dos tomadores era incompatível com o valor emprestado e que as garantias dadas eram insuficientes.


Para o procurador Patrick Martins, o BMG perdoou altos valores na rolagem das dívidas. O motivo seria a garantia de diversas vantagens por parte do governo federal, como lucros na operacionalização de empréstimos consignados de servidores públicos, pensionistas e aposentados do INSS.

 

O BMG afirma que os empréstimos tiveram garantias “mais que suficientes e a liberação dos recursos foi precedida de cuidadosa análise”. O banco ainda afirma que o Banco Central não apontou irregularidade nos empréstimos. O convênio celebrado pelo BMG com o INSS, também segundo o banco, teria seguido todos os trâmites burocráticos, sem qualquer interferência de terceiros. 

 

 

 

 

 

 

 

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