sexta-feira, 19 de Junho de 2015 14:57h

Estado e União unem forças para tirar Barragem de Berizal do papel

A luta pela construção da Barragem de Berizal, na região do Alto Rio Pardo, ganha novo fôlego com a união de forças entre os governos estadual e federal na solução dos entraves que ainda impedem a retomada da obra

Em reunião realizada em Brasília, nessa terça-feira (16/6), o secretário de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Paulo Guedes, discutiu com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, a inclusão da barragem no Plano de Aceleração do Crescimento – PAC, do governo federal.

Segundo Paulo Guedes, um dos principais entraves para a retomada da obra continua sendo a liberação da licença ambiental. “Tanto o governador Fernando Pimentel como o ministro Gilberto Occhi já sinalizaram total interesse em tirar a Barragem de Berizal do papel. A Sedinor e os outros órgãos envolvidos na obra, como as secretarias de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Agrário, a Ruralminas e o Dnocs vão elaborar uma proposta com as responsabilidades que o Estado pode assumir, especialmente no que se refere às obras de reassentamento e às condicionantes ambientais. Esse documento vai subsidiar o Ministério da Integração na adequação das planilhas de custo do empreendimento”, afirma o secretário.

No último dia 10, em Belo Horizonte, o governador Fernando Pimentel revelou que o estado poderá assumir parte das compensações ambientais necessárias para a retomada da obra. No mesmo dia, o ministro Gilberto Occhi informou que a presidenta Dilma Rousseff também já sinalizou positivamente para a conclusão da barragem. “A princípio, o orçamento dessa obra será de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões, e a presidenta Dilma já tem essa informação. Falta finalizar as soluções que estavam paradas”, comentou.

Ao reforçar a importância da Barragem de Berizal, o secretário Paulo Guedes lembrou que a obra é considerada por ambientalistas e gestores públicos como solução para a falta d’água nos municípios de Berizal, Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso, Taiobeiras e Indaiabira entre outros, beneficiando uma população de aproximadamente 120.000 pessoas.  “É uma obra que vai garantir o abastecimento humano e a perenização do Rio Pardo, minimizando os efeitos da seca e possibilitando ampliar as oportunidades de renda e oferta de alimentos na região”, destacou o secretário.

Prevista para acumular 339 milhões de m3, a barragem vai potencializar novos investimentos, como a piscicultura e a cafeicultura. “A região do Alto Rio Pardo está se transformando na nova fronteira da produção de café no Brasil. Enquanto que a média nacional é de 28 sacas, por hectare, temos na região lavouras produzindo 75 sacas, por hectare. Existem empresários de várias partes do país interessados em investir na cafeicultura no Norte de Minas, mas ainda dependem de água e energia suficientes para a produção”, declarou Guedes.

Histórico da Barragem

A construção da Barragem de Berizal foi iniciada há quase 18 anos e está paralisada desde 2002, por determinação do Ministério Público, em atendimento à solicitação de embargo por parte da Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Feam). Aproximadamente 40% dos serviços estão concluídos, compreendendo a galeria da tomada d'água e escavação e concretagem parcial do vertedouro.
          
Ações emergenciais

Na reunião com o ministro Gilberto Occhi, também foi discutido o cronograma de execução dos R$ 10 milhões liberados pelo governo federal para ações emergenciais com o objetivo de minimizar os efeitos da seca no Estado. Esses investimentos serão destinados ao abastecimento de água por carro-pipa e à implantação de adutora de engate rápido.

Também participaram do encontro, o secretário de estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana, Tadeu Martins Leite, o secretário de Desenvolvimento Regional do Ministério, Irani Braga, o superintente da Codevasf, Dimas Rodrigues, e o empresário Carlito Arruda, liderança política em Taiobeiras.

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