quinta-feira, 16 de Julho de 2015 10:24h Atualizado em 16 de Julho de 2015 às 10:26h. Jotha Lee

Estado vai liberar R$ 10 milhões para continuidade das obras do Hospital Regional

O governador Fernando Pimentel vai liberar nos próximos dias R$ 10 milhões para evitar a paralisação das obras do Hospital Regional

Conforme matéria publicada pela Gazeta do Oeste em sua edição do dia 12 passado, o governo pretende concluir a obra até o final deste ano e já iniciou as discussões em torno do modelo de gestão a ser adotado pelo Hospital, que inicialmente abrirá 210 vagas de leitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A falta de leitos é hoje o problema mais sério que afeta o sistema de saúde da cidade, causando superlotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), além de deixar dezenas de pacientes na fila de espera.
A informação da liberação dos recursos a serem aplicados na continuada da obra foi dada ontem pelo deputado federal Jaime Martins (PSD). Ele confirmou a visita de Pimentel à Divinópolis, ocasião em que o governador anunciará a liberação da verba. Para o deputado é uma obra de grande importância para o sistema de saúde. “O Hospital Regional vai completar aqueles serviços já prestados pelo São João de Deus e temos que nos esforçar muito para que essa obra não pare”, afirmou.
O deputado disse ainda que para discutir essa questão já manteve várias reuniões com o alto escalão do governo estadual e recebeu garantias de que é uma das prioridades do Estado. “Está assegurado que essa obra não vai parar, ao contrário, está entre as prioridades do governo do Estado”, garantiu.
Jaime Martins confirmou a visita do governador a Divinópolis para “os próximos dias”, quando Fernando Pimentel vai tratar exclusivamente da questão da saúde. “O governador vai anunciar não só as importantes parcerias com o Hospital São João de Deus, mas vai assegurar também, de imediato, mais R$ 10 milhões para que as obras do hospital público tenham prosseguimento e não sejam paralisadas”, assegurou.

 

GESTÃO
O deputado do PSD afirmou que neste momento já há outra discussão em andamento envolvendo o Hospital Público. Trata-se do custeio e do modelo de gestão. “Estamos trabalhando junto ao governo federal, para que a União possa encampar esse Hospital, transformá-lo em um hospital universitário, que será mais um benefício, pois vai atender nossos estudantes da área médica. Esse Hospital vai complementar os serviços prestados pelo São João de Deus e agora temos que equacionar as questões relativas ao seu custeio”, afirmou.
O modelo de gestão do Hospital Regional começou a ser discutido na semana passada em Brasília, quando a reitora da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Valéria Heloísa Kemp, o diretor do Campus Centro-Oeste Dona Lindu, Eduardo Sergio da Silva, e o coordenador do curso de Medicina, Denny Veloso, reuniram-se com Newton Lima Neto, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), ligada ao Ministério da Educação e responsável pela administração de vários hospitais universitários.
De acordo com a assessoria de imprensa da UFSJ, a intenção é que a unidade seja repassada à Universidade Federal e transformada em Hospital Universitário. Para fazer a gestão, a UFSJ faria a concessão para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares que já administra hoje 50 hospitais universitários.
Para que a UFSJ assuma a gestão do Hospital Regional, a proposta precisa ser aprovada pelo Ministério da Educação. Durante a reunião, ficou acordado que Newton Lima e o governador Fernando Pimentel visitarão Divinópolis para conhecer o Campus Centro-Oeste Dona Lindu e as obras do hospital público e dar continuidade às discussões.
O Hospital Regional começou a ser construído em 2010 e a previsão era de conclusão da obra em 2012. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a construção fica numa área de 36 mil metros quadrados, 16 mil de área médica. Ainda de acordo com a Semusa, 500 mil pessoas serão beneficiadas após o início efetivo de suas atividades. Na primeira fase, serão 210 leitos para cirurgias, internações e pronto atendimento, sendo 30 para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) adulto e 20 para o infantil.

 

 

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