terça-feira, 22 de Julho de 2014 06:07h Atualizado em 22 de Julho de 2014 às 06:20h. Jotha Lee

Ex-prefeito anuncia candidatura para 2016

Aristides Salgado diz que não desistiu de concorrer a deputado porque não era candidato

O ex-prefeito, Aristides Salgado (PSOL), disse ontem que não desistiu de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas porque não era candidato. Ao contrário do que foi noticiado, o arquiteto, urbanista e professor diz que em nenhum momento colocou seu nome como postulante a uma candidatura. “Na verdade eu nem desisti, porque eu não tinha colocado o meu nome como provável candidato nas eleições de 2014. Eu não dei nenhuma entrevista, não fiz nenhuma declaração a qualquer órgão de imprensa dizendo que eu seria candidato, portanto não houve desistência”, afirma.
Prefeito por dois mandatos e vereador por uma legislatura, Aristides Salgado assegura que sua filiação ao PSOL foi uma opção em continuar atuando na política. “Nas reuniões do partido eu sempre dizia que nós precisávamos fazer uma oposição em Divinópolis ao Executivo e ao Legislativo. Devíamos fazer uma oposição consciente, ou seja, oposição não é ficar denegrindo a imagem pessoal de ninguém. Oposição é fazer críticas sobre os aspectos políticos no sentido de melhorar a qualidade de vida do povo”, assegura.
Para o ex-prefeito, além de uma oposição consciente, sob sua ótica, o PSOL deveria, ainda, ser um opositor consistente e consequente. “Nossa oposição deveria apresentar consistência nos argumentos e, acima de tudo, tirar daquilo que era crítica política determinadas variáveis para atuação no futuro”, afirma. Aristides Salgado assegura que esta foi sua posição desde que filiou-se ao PSOL, sem nunca se colocar como pretendente a uma candidatura a qualquer cargo político esse ano. Fez questão de reafirmar que nunca houve desistência, pois nunca se dispôs a ser candidato.

 

 

 

 

FUTURO
A história de Aristides Salgado na política divinopolitana reveste-se de grande importância para o planejamento urbanístico da cidade. Depois de Antônio Olímpio de Morais, foi o único prefeito que vislumbrou Divinópolis como futura grande cidade, cercada dos problemas urbanos que os centros populosos enfrentam hoje, ao adotar medidas até então vistas como tabu. Antônio Olímpio foi o primeiro prefeito de Divinópolis após a emancipação do município e comandou o Executivo Municipal na sua primeira gestão de 1912 a 1915. Retornou ao cargo no mandato de 1916 a 1918. Foi nesse segundo mandato que Antônio Olímpio planejou Divinópolis. Foi ele o responsável pelo traçado da região central, hoje entre os mais bem estruturados do país.
Aristides Salgado chegou à Prefeitura para seu primeiro mandato em 1983 e ficou no cargo até 1986. Foi o trigésimo prefeito do município, voltando ao cargo em 1993, cumprindo seu segundo mandato até 1996. Foi em sua primeira passagem pela Prefeitura que ele tomou uma das medidas mais arrojadas, ao retirar a rodoviária do Centro, onde hoje funciona a Unidade II do Hospital São João de Deus. Construiu um moderno terminal, no bairro Bom Pastor, que hoje atende com qualidade aos usuários.
Já no segundo mandato, outra iniciativa corajosa foi adotada no trânsito, ao implantar o sistema de mão única nas principais vias centrais. Outra medida polêmica, pois comerciantes não aceitavam a mudança, argumentando que isso reduziria o volume de pessoas nas principais vias comerciais e, consequentemente, haveria queda no faturamento. Hoje, com uma frota superior a 120 mil veículos, não é possível imaginar vias de mão dupla na região central.
Para se ter uma ideia do rápido crescimento da frota, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2005 Divinópolis contabilizava 58.929 veículos. Ainda de acordo com o Instituto, em 2012, a frota chegou a 112.516 carros, crescimento de 90,93% em apenas sete anos.
Aristides conta com esse histórico para tentar voltar à Prefeitura em 2016. Embora não tenha obtido sucesso nas últimas eleições, ele acredita que é possível retornar ao comando do Executivo, especialmente porque os políticos em cargos eletivos, no seu entendimento, estão perdendo a credibilidade. “Nós vivemos atualmente em Divinópolis e no Centro-Oeste a pior das crises, que é a crise de ética e da responsabilidade social. O cidadão não vê no político, o político honesto, o político competente e o político dedicado”, avalia.
O ex-prefeito assegura que voltará a disputar a eleição para o Executivo. “Talvez eu possa servir Divinópolis de uma forma melhor em 2016. Tenho recebido apelo de cidadãos para que eu volte à Prefeitura e esse é um ponto importante que tenho que levar em consideração”, afirma. “Estou decidido a ter o meu foco e se Deus me der vida e saúde, vou ser candidato a prefeito em 2016”, finaliza.

 

 

 

Crédito: Jotha Lee

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