Fabiano Tolentino afirma que votará favorável à categoria caso a proposta de aumento salarial dos professores entre na pauta este ano da ALMG

Proposta do Governo sobre reajuste no salário dos professores em 2011 ocasionou várias reivindicações e protestos

O Deputado Estadual, Fabiano Tolentino (PSD), que em 2011 representando o seu partido, foi a favor da proposta de reajuste no salário dos professores, apresentada pelo Governo de Minas, deixou claro que se houver alguma votação neste ano de 2013, que for direcionada para a Assembleia Legislativa Estadual (ALMG), relacionada novamente ao aumento do salário dos educadores, ele vai votar dessa vez, favorável aos educadores. Tudo começou, em novembro de 2011, quando o governo encaminhou para a Assembleia, uma nova proposta para a remuneração e carreira dos profissionais de educação. As mudanças apresentadas garantiam que os professores e especialistas da Educação ganhariam acima de R$1.122,00, por uma jornada de trabalho de 24 horas semanais. Os professores e especialistas da Educação com licenciatura ganhariam pelo menos R$1.320,00 ou 85% proporcionalmente a mais do que o piso nacional. A proposta que a princípio parecia agradar os professores, porém, trouxe em seguida manifestações e paralisações.
O projeto apresentado pelo Governo foi aprovado em reunião, com a maioria dos votos favoráveis. Dentre os Deputados que foram a favor, estava o voto do Fabiano Tolentino. Em entrevista, na última quarta-feira, Tolentino afirmou para a reportagem da Gazeta do Oeste que só votou favorável a porcentagem anunciada porque a matéria foi encaminhada para a Assembleia Legislativa, para alguns ajustes, mas afirmou que esse ano provavelmente não haverá propostas para serem encaminhadas para a Assembleia. “Sou favorável ao aumento do salário, desde que seja realizado pelo governo dentro das melhores propostas possíveis. O aumento, o piso não vai para a Assembleia. Na proposta anterior eu votei foi porque a matéria foi para a Assembleia para alguns ajustes, mas agora, será direto com o governador e serei favorável ao aumento da categoria”, afirmou.
Fabiano Tolentino lembrou que até já votou na questão da diminuição da jornada, a de 8hs para os professores, para que eles possam fazer a preparação das aulas.
A lei que define o critério de reajuste do piso nacional dos professores é a lei de número 11.738/2008. Baseado no artigo 5º desta lei, o magistério terá um aumento neste ano, de 7,9%; conforme as informações do Ministério da Educação (MEC). Esse novo reajuste faz com que o piso passe de R$1.451,00 para R$1.567,00.
A correção reflete a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação-FUNDEB de 2012, em relação ao valor de 2011. E leva a remuneração mínima do professor de nível médio com jornada de 40 horas semanais.
Ao entrar em contato com a diretora do Sind-UTE, Maria Catarina do Vale, para saber sobre mais detalhes da campanha salarial de 2013, ela não pôde dar entrevistas porque estava viajando. Mas, em edições anteriores da Gazeta, Maria Catarina, tinha explicado sobre as manifestações que ocorreram em 2011. Ela havia dito que as reivindicações aconteceram pelo fato dos professores não terem sido informados quanto à nova proposta que seria aprovada. Já para o governo de Minas, a proposta de 2011 significaria um impacto no valor de R$2,1 bilhões na folha de pagamento dos servidores da educação.
Entretanto, caso haja a campanha salarial neste ano de 2013, e se for decidir na Assembleia Legislativa, o voto de Fabiano Tolentino será favorável aos professores, apesar dele deixar claro que provavelmente neste ano a proposta não será encaminhada para a ALMG.

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