sábado, 22 de Setembro de 2012 10:22h Gazeta do Oeste

Falcão nega ter pressionado aliados em desagravo a Lula

 O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse nesta sexta que o PR e o PTB só não assinaram a nota de desagravo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgada na última quinta-feira porque não houve tempo de procurar seus representantes. "A nota está em aberto para quem quiser assinar. Como nós tínhamos o problema do timing, quanto mais consultas a gente fizesse mais tempo a nota demoraria para sair. Não os procurei pela falta de tempo. A nota é em solidariedade ao presidente Lula e pode incluir até os partidos de oposição, se acharem que os ataques (ao ex-presidente) foram indevidos."

Falcão negou ter pressionado o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, a assinar a nota, como foi divulgado nesta sexta pela imprensa. "Cada repórter escreve o que quer. Eu tenho relação próxima com o senador. Consultei-o sobre a nota e ele não quis fazer mudanças. Quem sou eu para pressioná-lo? Isso nunca existiu", afirmou.

Falcão, que participou nesta sexta de um ato em apoio ao candidato do PT à prefeitura de Niterói (região metropolitana do Rio), Rodrigo Neves, afirmou que a última pesquisa de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo divulgada pelo Instituto Datafolha, que exclui o petista Fernando Haddad do segundo turno não corresponde às pesquisas internas realizadas pelo partido. "Há um descompasso em relação às nossas pesquisas. Nossa expectativa é ir para o segundo turno como em todas as últimas eleições em São Paulo. E no segundo turno começa uma nova eleição, com o (Celso) Russomanno (PRB), provavelmente."

Em discurso para cerca de 200 espectadores, entre candidatos a vereador e militantes petistas de Niterói, Falcão insinuou que o senador petista Lindbergh Farias pode ser candidato ao governo do Estado do Rio em 2014. Presente à reunião, Lindbergh foi aplaudido. "Ainda bem que me deram o privilégio de falar antes dele. A gente anda pelas ruas... Ele não é candidato a nada... Mas eu estou vendo que... Eu não quero precipitar nada. A eleição agora é para prefeito. 2014 nós vamos ter que discutir, ver as melhores alternativas. Vamos ver se o PT vai ter candidato ou não, porque tem uma eleição presidencial. Mas o que eu vejo aí de simpatia, olha, ainda bem que eu não sou candidato", disse Falcão.

Atualmente o PT compõe a base de apoio ao governador Sérgio Cabral (PMDB), que pretende lançar seu vice, Luiz Fernando Pezão à sua sucessão. A candidatura de Lindbergh significaria o rompimento da aliança com o PMDB.

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