sábado, 25 de Agosto de 2012 10:32h Gazeta do Oeste

Ficha limpa estreia com faxina geral

A Lei Ficha Limpa vai deixar fora destas eleições dezenas de candidatos a prefeito e vereador – alguns deles figuras “ilustres” da política. Terminou nessa sexta-feira o prazo para que os tribunais regionais eleitorais (TREs) julgassem os recursos contra o indeferimento de candidaturas baseado na nova legislação, e o “escovão” não perdoou quem renunciou a mandatos anteriores para evitar a cassação, foi condenado por abuso de poder econômico ou compra de votos e ainda teve contas de gestão rejeitadas pelos tribunais de contas estaduais ou da União.

Eleito presidente da Câmara dos Deputados em uma eleição em que foi considerado “zebra”, o então deputado federal Severino Cavalcanti (PP-PE) renunciou ao seu mandato diante de denúncias de cobrança de propina de lanchonetes e restaurantes do Congresso Nacional – escândalo  conhecido como “mensalinho”. Sem mandato, ficou recluso em João Alfredo, no agreste pernambucan,  se preparando para disputar a prefeitura. Mas teve os planos barrados pela Justiça Eleitoral. Ontem ele ainda tentava garantir a candidatura. Enviou às 18h28 de quinta-feira um fax à Corregedoria do TRE de Pernambuco e à Secretaria Judiciária com pedido de recurso contra a impugnação de sua candidatura sob o argumento que o cartório estava fechado, impedindo que ele apresentasse sua defesa. Cabe agora ao juiz eleitoral do município confirmar se a contestação foi feita no prazo legal para remetê-la ou não ao TRE. Em caso positivo, a candidatura de Cavalcanti ficará sub judice.


A atual prefeita de Campos (RJ), Rosinha Garotinho (PR), teve a candidatura à reeleição barrada pelo TRE fluminense porque foi condenada no dia 2 por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação em 2008. A campanha da candidata iria recorrer ainda ontem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e manteve a agenda marcada para hoje: o “comício da verdade”.


Outro prefeito que por enquanto está de fora da disputa é Tarcísio Zimmermam (PT), que tenta a reeleição de Novo Hamburgo (RS). O petista já sofreu uma condenação por ter participado de uma inauguração de obra pública durante campanha eleitoral – o que é vedado pela legislação que regula as campanhas.


Alguns ex-prefeitos também estão tendo problemas para tentar voltar à cadeira que já ocuparam no passado e, pelo Tribunal de Contas de seus estados, não tiveram uma gestão das mais probas. É o caso do ex-prefeito de Campo Grande, no Rio Grande do Norte, José Edilberto de Almeida (PSD), e de Tarcísio Marcelo (PSB), prefeito de Belém, no Pará, entre 2001 e 2004. 

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