quinta-feira, 10 de Julho de 2014 08:44h Atualizado em 10 de Julho de 2014 às 08:50h. Jotha Lee

Folha de pagamento da Prefeitura sofre redução gradativa

A Prefeitura de Divinópolis viveu uma de suas maiores crises financeiras ao final de 2012 e a situação ainda não foi amplamente contornada.

O município continua trabalhando no vermelho e, nos primeiros cinco meses do ano, o déficit na execução orçamentária ficou acima de R$ 75 milhões. Os reflexos continuam sendo sentidos, embora o prefeito, Vladimir Azevedo (PSDB), tenha adotado duras medidas de contenção de despesas, que só agora começam a surtir efeitos positivos.
A folha de pagamento dos cinco mil servidores municipais foi um dos fatores que mais pesaram nas dificuldades financeiras, embora a Prefeitura tenha conseguido manter o percentual dentro do limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com o levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE /MG), em 2009, os salários dos servidores municipais de Divinópolis consumiram R$ 118.3 milhões, 46,14% da receita. Entretanto, em 2012, ano de maior dificuldade financeira para a Prefeitura, a folha atingiu seu valor máximo dos últimos cinco anos, consumindo 47,73% da receita, chegando a R$ 181.5 milhões.
Os dados oficiais apresentados pelo TCE mostram que de 2009 a 2012, a folha de pagamento cresceu todos os anos, só registrando baixa no ano passado, após as medidas de contenção de despesas adotadas pelo Executivo. Em 2010, o município gastou R$ 136.9 milhões, aumento de R$ 18.5 milhões, ou 15,68% a mais que 2009. Já em 2010, os salários na Prefeitura atingiram  R$ 161.1 milhões, R$ 18.5 milhões ou 17,68% acima do ano anterior.
Em 2012, a folha de pagamento do município chegou a R$ 181.5 milhões, atingindo o maior valor nos últimos cinco anos. Nesse ano, os salários foram R$ 20.4 milhões superiores a 2011, um aumento de 12,66%. Já a partir do ano passado, as medidas de contenção de despesas mostraram os primeiros reflexos positivos e a folha de pagamento caiu para R$ 157.9 milhões. Com isso, a Prefeitura conseguiu economizar R$ 23.6 milhões, redução de 13% em relação a 2012.  

 

 

 

CONTENÇÃO
Para conseguir reduzir as despesas, em 2012, o prefeito, Vladimir Azevedo, adotou uma série de medidas, entre elas o corte no pagamento de horas extras dos servidores municipais. Além disso, desde o ano passado dezenas de servidores estão passando pelo processo de readaptação de função e outros sendo transferidos, além do controle das horas excedentes.
O secretário municipal de Planejamento e Gestão, Beto Machado, é peça importante nesse processo de redução na folha salarial do município. A pedido do Jornal Gazeta do Oeste, ele está realizando um levantamento completo de todas as medidas adotadas, além de um estudo sobre a tendência de gastos com pessoal nos próximos anos.

 

Crédito: Jotha Lee

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.