quarta-feira, 16 de Dezembro de 2015 12:23h Atualizado em 16 de Dezembro de 2015 às 12:29h.

Fórum de Trabalho e Previdência Social debate retomada do crescimento

No encontro, foi apresentado ao ministro Miguel Rossetto o documento Compromisso pelo desenvolvimento, que aponta diretrizes de estímulo para a geração de emprego, oferta de crédito e de investimentos

O Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e Previdência Social realizou, na manhã desta terça-feira (15), a última reunião do ano, no Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). No encontro, foi apresentado e discutido o documento Compromisso pelo Desenvolvimento – assinado por 70 entidades sindicais de trabalhadores e empresários, inclusive por centrais sindicais e confederações patronais – com propostas para retomar o crescimento econômico do país.
O documento – que aponta diretrizes de estímulo para a geração de emprego, oferta de crédito e investimentos para fomentar a produção nacional – traz propostas pactuadas por empresários e trabalhadores, que devem foram apresentadas à presidenta Dilma Rousseff em reunião na tarde desta terça-feira (15).

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, destacou a importância de unir a sociedade em torno da retomada de crescimento e de atualizar a agenda do Fórum, com o debate de propostas conjuntas que estimulem a economia do país. “Nós, do governo, temos consciência da urgência de criarmos condições para recuperar, rapidamente, o crescimento, o desenvolvimento e da capacidade de gerar emprego, trabalho e renda”, declarou.

O Compromisso pelo Desenvolvimento apresenta uma agenda com sete propostas que envolvem temas como a retomada do investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social e urbana e a ampliação dos investimentos no setor de energia – petróleo, gás e fontes alternativas renováveis.
O texto propõe destravar o setor de construção e garantir a manutenção da atividade produtiva e dos empregos, além de criar condições para o aumento da produção e das exportações da indústria de transformação. Também priorizar a adoção de políticas de incentivo e sustentabilidade do setor produtivo (agricultura, indústria, comércio e serviços) e estimular a reindustrialização do país, com investimentos e contrapartidas sociais e ambientais.

O documento indica ainda a necessidade de ampliar, em condições emergenciais, o financiamento de capital de giro para as empresas e de adotar políticas de fortalecimento do mercado interno para incrementar os níveis de consumo, de emprego, renda e direitos sociais.

Para o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, a mensagem do Fórum para o país é de que é necessário virar a página da crise política. “O que o Brasil espera de suas lideranças é que eles encontrem formas de fazer o país voltar a crescer, com geração de emprego e renda. O tema não é crise econômica, o tema é voltar a crescer”, defendeu.

“Nós estamos juntos, com cerca 70 entidades, que possuem interesses diferentes e ideologias diferentes, mas que estão juntas apontando um caminho para o Brasil. Por meio do diálogo, nós conseguimos construir uma agenda positiva e trazer propostas efetivas, separando as questões políticas das econômicas. Por isso, estamos otimistas e acreditamos que 2016 poderá ser melhor que 2015”, destacou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Luiz Moan.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, destacou na reunião que é necessário o país concluir o ajuste fiscal. Além disso, Monteiro ressaltou a importância de os segmentos representados no Fórum de Debates participarem das discussões sobre as medidas com os parlamentares. “Nós entendemos, também, que a partir da finalização do ajuste, que os representantes dos diversos segmentos aqui presentes precisam também fazer a interlocução com o Congresso Nacional e sinalizar aos parlamentares as medidas que nós consideramos fundamentais”, defendeu.

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