quinta-feira, 2 de Julho de 2015 14:04h

Governador sanciona nova política remuneratória da educação

Em ato na ALMG, também foi promulgada emenda à Constituição para garantir pagamento de gratificações aos professores

Nesta terça-feira (30/6/15), em um ato público na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) do qual participaram centenas de profissionais da educação, o governador Fernando Pimentel sancionou a lei que dispõe sobre a política remuneratória dos servidores da educação, coroando um acordo inédito construído entre o governo e a categoria há cinco meses. Na mesma solenidade, o presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), promulgou a Emenda à Constituição 94, que assegura o pagamento de vantagens, adicionais e gratificações aos servidores da educação.

Em seu discurso, o presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes, destacou o que chamou de “grande acordo” em que prevaleceu o diálogo com os professores, permitindo assim a aprovação de duas proposições que beneficiam a categoria. Ele também afirmou que o governador Fernando Pimentel vem “cumprindo rigorosamente o que prometeu em campanha" e, com isso, Minas Gerais entra “em uma nova era”.

Para o governador Fernando Pimentel, a política remuneratória da educação é uma lei histórica. “Hoje é dia de celebração e alegria, e a vitória não é do governo e dos sindicatos, mas do povo de Minas Gerais”, disse. “Estamos celebrando um ato que vai garantir o início da construção de uma educação de qualidade, recuperando uma dívida histórica dos governos anteriores para com esses profissionais e, portanto, para as crianças e os jovens de nosso Estado”, continuou.

Sindicalista lembra dificuldades dos professores

O ato contou com a presença de diversos parlamentares e secretários de Estado, entre eles a secretária de Educação, Macaé Evaristo; a coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira; e a presidente da Associação de Diretores das Escolas Oficiais de Minas Gerais (Adeomg), Ana Maria Belo de Abreu.

Em seu discurso, Beatriz Cerqueira agradeceu o apoio recebido do governador Pimentel e do presidente da ALMG e lembrou as dificuldades enfrentadas pela categoria no governo anterior. “Em nossa memória recente de luta, é a primeira vez que isso acontece. Nós, hoje, nos sentimos vencedores e vamos continuar a luta, porque os filhos da classe trabalhadora merecem a melhor escola pública”, afirmou.

A sindicalista recordou dias difíceis durante a longa paralisação da categoria em 2011, mencionando episódios como a greve de fome e a ocupação da ALMG pelos professores. Na época, lembrou, de um total de quase 200 mil trabalhadores, mais de 170 mil disseram não à proposta de subsídio e mantiveram-se firmes na intenção de garantir uma política remuneratória para a categoria, agora conquistada. “Se tivéssemos desistido, hoje não estaríamos aqui comemorando esta vitória”, frisou Beatriz Cerqueira.

Em seguida, pediu que levassem até a mesa de honra do ato as bandeiras e símbolos que marcaram os anos de luta da categoria. “Vamos ocupar simbolicamente este território”, sublinhou. Logo depois, entregou ao governador uma lista de 21 nomes de colegas “vítimas de perseguição no governo anterior”, pedindo anistia para o grupo. Segundo afirmou, embora escolhidos pela comunidade, eles não foram nomeados para a direção de escolas.

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