sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012 19:20h Atualizado em 28 de Janeiro de 2012 às 08:51h. Flávia Brandão

Grandes indústrias

Entidades de classe querem colocar Divinópolis na rota de direcionamento do Estado.Dados do governo de Minas apontam 160 protocolos de intenções firmados, em 2011. Enquanto isso em Divinópolis há apenas a expectativas

“A grande indústria gera um número de empregos, que movimenta a cidade dando maior condição de renda e dinheiro, que abastece o comércio”. Essa declaração é do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Divinópolis, Rafael Nogueira, ao ressaltar a importância de atração de grandes indústrias que aquecem e expandem o setor do comércio e prestação de serviços. O discurso não é diferente de Afonso Gonzaga, presidente da FIEMG - Centro Oeste, que diz estar lutando pela instalação de novas indústrias em Divinópolis e região, já que atualmente Minas Gerais recebe investimentos, mas o Centro Oeste se encontra esquecido nos direcionamento de grandes plantas industriais.
Rafael Nogueira, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Divinópolis, citou que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED,  de 2011, apontou que o setor que mais teve empregabilidade positiva foi o comércio e a prestação de serviços. “Nós, do comércio e da prestação de serviços, estamos conseguindo manter a cidade movimentada ainda, mas nós precisamos de ajuda, precisamos que a indústria empregue porque vendemos para quem está empregado”, declarou. 
Rafael ressaltou que além de estimular a vinda de novas indústrias é importante  dar apoio as que estão instaladas para que possam expandir gerando mais renda e empregos. Ele acredita que para atrair grandes indústrias para Divinópolis é preciso apoio do Estado e do Prefeito Municipal, que no caso são incentivos fiscais e todo apoio ao empresário seja para viabilizaçao do terreno ou outros demandas. Nogueira acredita que o que falta hoje é o “envolvimento maior uma vontade de correr atrás no apoio do Estado”. Ele cita que a CDL está constatemente quando há eunião com os prefeito e secretários pleiteando essa atraçao de indústrias, que é fundamental para movimentação e crescimento dos lojistas.
Reinvindicação
O presidente da FIEMG, Afonso Gonzaga, disse que essa pauta de atração de  indústrias foi tratada, recentemente, em reunião com a Secretária Estadual de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, onde  esteve inclusive o prefeito Vladimir junto a outros prefeito e Angelo Roncalli, presidente da AMM. “ O objetivo foi realmente buscar alternativas para que possamos ser contemplados com investimentos, que tem chegado em Minas Gerais e que Divinópolis e região nao tem sido contempladas”, declarou Afonso.
Na ocasião, o presidente conta que foi acertada a necessidade de levantar na região Centro-Oeste areas disponíveis para novos investimentos, que é hoje dificuldade para o Estado para determinação de novas plantas industriais. “Todo investimento muda de um muncípio para outro buscando vantagens. Primeiro vantagens no próprio negócio e segundo onde ele possa encontrar realmente uma ambiência, transformando o negócio promissor. Isso passa pelo sistema de segurança, saúde, infraestrutura, lazer, enfim, tudo aquilo que  possa trazer para o negócio resultado positivo ”, ressaltou.
Afonso Gonzaga destacou que a FIEMG, a Associação Comercial e outras entidades que realmente buscam o desenvolvimento e estao trabalhando com afinco nisso para apresentar ao Governo de Minas e a outros estados a potencialidade de poder receber novas plantas. “Isso é um processo moroso, que está muito mais focado na vontade do empreendedor de estar mudando de munícipio e com certeza absoluta melhorando o seu negócio”,declarou. 
Leis
O presidente Afonso Gonzaga ressaltou que existem algumas leis municipais, que precisam ser reestudadas, pois dificultam a vinda de qualquer indústrias para Divinópolis. Ele cita uma que prevê que o empresário mesmo tendo a doação de terreno onerosa, a empresa teria que disponibilizar um percentual de 5% da mão de obra para o Novo Emprego, o que segundo ele é um dificultador levando em conta que a indústria já tem várias dificuldades em termos de custo industrial, convivendo com carga tributária excessiva e a flutuação cambial, que retira a oportunidade de disputar mercado internacional. “Se nós tivermos que implantar mais essa lei, nós iniciaremos um projeto industrial, onde a empresa terá que primeiro contar com 5% do seu contigente de trabalho com o primeiro emprego, 5% para o menor aprendiz, 5% para os portadores de portadores de deficiência, ou seja você acaba onerando o seu custo industrial e retirando a oportunidade dessa empresas serem competitivas”, declarou. 

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