terça-feira, 17 de Dezembro de 2013 03:58h Carla Mariela

Hilton de Aguiar

“Para 2014 peço a Deus sabedoria, não só para mim, mas para todos os eleitores, e que o governo federal libere verbas porque Divinópolis não pode parar”

Qual o balanço que você faz do seu mandato neste ano de 2013?
Neste ano de 2013 não posso afirmar que foram feitas muitas coisas porque eu particularmente não vi nada na cidade. Se algum vereador falar que foi feita alguma obra eu gostaria que me provasse o contrário. Se foi feito algum calçamento, por exemplo, este foi a própria população que pagou. Eu acho errado, porque as obras devem ser feitas pela prefeitura em prol do povo. É muito fácil eu chegar numa rua e falar que vou fazer calçamento, entrar com o nome, mas a população que vai pagar. Eu acho errado. Como vereador neste ano, eu não posso esconder para a população porque a minha região sudeste, por exemplo, não foi privilegiada com nada, sendo que em alguns anos passados a região recebeu algumas melhorias. Não vou culpar o Poder Executivo porque infelizmente o nosso governo federal não está mandando verbas, mas em termos de balanço não vi obras. Eu queria ter coisas boas para falar, mas infelizmente não houve obras.
Qual a sua opinião em relação a projetos mais debatidos na casa, como por exemplo, o crédito suplementar no montante de aproximadamente de R$ 22 milhões de autoria do Poder Executivo e o que poderá ser protocolado sobre extinção dos cargos de auxiliar de serviço na prefeitura?
Já havia sido votada na câmara municipal esta mesma matéria referente ao montante de R$ 22 milhões. Eu acho insuficiente, porque se esse dinheiro servirá para a realização de obras, não estou vendo nada. Eu não votei nesses R$ 22 milhões, porque quando se fala em valores eu já estou aprendendo cada dia mais e não voto projetos deste porte. Todo projeto que chegar a casa sobre valores eu vou querer saber qual o destino destes valores, porque quem paga infelizmente é o povo. Acho ruim quando o parlamentar cita este projeto abordando que o seu voto é em favor do povo. Os vereadores da base também não são culpados porque às vezes, alguns secretários mentem e infelizmente na prática é uma coisa e na teoria é outra. Portanto, toda verba que chegar à câmara sem que eu saiba o destino eu não voto.
Sobre a extinção dos cargos de auxiliar de serviço na prefeitura, este é um projeto que no mandato passado não foi aprovado e agora será apresentado novamente. Eu vou aprofundar sobre este projeto, vou entender as duas partes para saber se votarei favorável ou não.
Sobre as audiências públicas que ocorreram ao longo do ano, sobre assuntos importantes, como Copasa, terceirização do hospital público por meio de Organizações Sociais (OS), e sobre a MG 050 e Concessionária Nascentes, dentre outras. Qual a importância de se debater estes temas no legislativo?
Eu não sei porque a Copasa existe, não tem explicação para uma empresa tão ruim para Divinópolis. Ela pega de graça uma água que é do povo. Eu prefiro nem citar esta empresa, eu não tenho palavras para falar de uma empresa tão ruim.
Sobre o hospital público, se preocupássemos com uma coisa que já está em andamento, como por exemplo, o Hospital São João de Deus, seria melhor. O São João de Deus é um hospital grande, imagina alguém que mora lá no bairro Icaraí para ir ao hospital público, esse projeto tenho certeza que vai ficar é no papel, isso é para dobrar o povo de novo. O povo não é bobo. Se tivesse que investir em alguma coisa teria que ser no Hospital São João de Deus, eu fico vendo hoje a necessidade do povo, o HSJD já tem a estrutura toda montada. As UPAS, por exemplo, são só para inglês ver, as instituições não estão funcionando e nem vão. Se funcionar será igual aos postos de saúde, um médico para atender 500 pessoas. Não vai pra frente, é mais uma mentira para o povo, porque 2014 é ano eleitoral. Se tivesse jeito destas verbas irem para o São João de Deus com certeza seria melhor. Há pouco tempo houve um encontro do deputado federal Jaime Martins e o secretário Nacional de Saúde, Helvécio Magalhães, para anunciar verbas. Acho que seria mais importante investir em uma coisa que já está pronta.
O restaurante popular é mais uma polêmica. Eu como legislador estudei os preços, antes era cobrado R$1 depois passou para R$ 2 e foi subindo, hoje é cobrado R$ 5. Eu pensava que o governo federal arcava com esse valor. Este montou o restaurante, mas é o município que arca. A cidade já está apertada quanto às questões financeiras. Eu acho um cúmulo cobrar este preço de R$ 5 sendo que em Divinópolis há restaurantes que cobram até R$ 3 ou até menos e serve um excelente almoço.
Quanto a Nascentes das Gerais, esta, é outra empresa que não está nem aí para Divinópolis. Eu prefiro não comentar porque não tem credibilidade.
Já em relação à audiência sobre a atuação do INSS na emissão de laudos periciais, eu participei deste encontro e achei bacana, pois os técnicos comparecerem. Quem comandou a audiência foi o vereador Eduardo Print Júnior. Estas reclamações quanto aos laudos periciais são diárias. Tem audiências públicas que são boas de participar porque tem fundamento, mas há algumas que só tem conversa ruim, é mais política e o que o Eduardo fez naquele dia não foi política, ele agiu para a população e quando percebemos que é em prol da população é bom de acompanhar.
Sobre o plano diretor. Como está o andamento e estudos desta lei na casa legislativa?
Neste ano o plano diretor não será votado, com todo respeito ao professor Gilson Soares, que é um sábio e acompanhou o processo de elaboração do plano, ele mesmo sabe das dificuldades. Cada vereador pensa diferente, a cidade é grande e não tem como votar este projeto de um dia para o outro, vão haver emendas para as devidas adequações e estou fazendo as análises.
Dentre seus pronunciamentos na câmara houve o discurso sobre médicos legistas e o setor de ortopedia. Qual sua opinião sobre estas áreas?
A ortopedia do Hospital São João de Deus voltou a funcionar. Temos esta instituição brilhante e com profissionais capacitados. Agora, sobre os médicos legistas eu acho uma vergonha, porque Divinópolis é enorme, porém as demandas são todas encaminhadas para Formiga. Parabenizo esta cidade por prestar esse serviço.
Dentre as indicações que você apresentou na câmara municipal pontue algumas:
O vereador faz indicações, mas eu não vi nada feito na cidade. Em parte as minhas indicações foram atendidas. O secretário Dreyfus Rabello, desdobra para atender as reivindicações. Algumas limpezas na cidade, por exemplo, uma coisa simples não está sendo feita, é só andarmos nos bairros para ver a precariedade em que estão, a iluminação também é um dos problemas enfrentados. É muito fácil um vereador falar que fez um calçamento em tal rua, sendo que infelizmente o vereador não faz, quem faz é o Executivo, mas quem está pagando tudo é a população. Sobre projetos, eu quero destacar a proposta de minha autoria acerca do alvará. De 12 em 12 meses a pessoa tem que ir à prefeitura e trocar este documento que libera o funcionamento de órgãos na cidade. Tem uns que estão vencidos justamente porque quando chega à prefeitura pede uma fiscalização que vem do Corpo de Bombeiro, que é uma Instituição séria e faz o trabalho bem feito. Eu estou tentando passar o período de 12 meses para 36 meses. O projeto está em trâmite na câmara. A maioria das empresas precisa do Alvará para fazer suas compras. O alvará demora em média dois, três meses para sair da prefeitura, nunca vi um negócio tão burocrático. Este projeto é para beneficiar os empresários e quem precise deste documento. Que tenhamos êxito na votação.
Quais os trabalhos desenvolvidos frente à comissão de direitos humanos?
Foram vários os trabalhos, inclusive hoje vou visitar o presídio Floramar. Foram várias demandas e o trabalho está sendo feito. Não depende só da comissão daqui porque quem toma conta mesmo é o governo federal, a única parceria que temos é com o deputado estadual Durval Ângelo, que está sempre atuante, pergunta o que ocorre em Divinópolis e ainda nos dá respaldo.
O que a população pode esperar de você em 2014?
Para 2014 peço a Deus sabedoria, não só para mim, mas para todos os eleitores, e que o governo federal libere verbas porque Divinópolis não pode parar. Às vezes o povo acha que a culpa é dos vereadores e do prefeito, mas não é. O governo federal tem a maior parte de culpa porque é ele que tem que liberar as verbas.

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