quinta-feira, 14 de Agosto de 2014 06:27h Atualizado em 14 de Agosto de 2014 às 06:37h. Jotha Lee

Hospital Regional deve ser entregue com três anos de atraso e custo duplicado

Superintendente da Usina de Projetos confirma que conclusão da obra é possível para o final de 2015

O vice-prefeito, Rodrigo Resende (PDT), é agora oficialmente o secretário titular da Superintendência Usina de Projetos, pasta com status de secretaria, responsável por todas as obras em andamento no município. Até a última terça-feira, Resende ocupou o cargo em caráter interino, após o afastamento e posterior exoneração de Lúcio Espíndola, que ocupava a Superintendência desde o início da administração de Vladimir Azevedo (PSDB).
Apontado pelo rumoroso inquérito civil em andamento no Ministério Público Federal como o mentor do esquema de desvio de recursos do PAC Saneamento, Lúcio Espíndola foi afastado por decisão judicial em dezembro do ano passado, quando Rodrigo Resende assumiu a Usina de Projetos interinamente. Em junho desse ano, Lúcio Espíndola foi exonerado do cargo.
Na edição de ontem do Diário Oficial dos Municípios foi publicado o decreto 11.456, através do qual o prefeito, Vladimir Azevedo, nomeia Rodrigo Resende em caráter definitivo para a Usina de Projetos. Resende se encontrava ontem em Belo Horizonte e não tinha conhecimento da publicação do decreto. Por telefone, ele falou à reportagem da Gazeta do Oeste sobre sua nomeação definitiva para o cargo. “Eu não sabia da publicação do decreto e estou sabendo agora. Com certeza isso nos dá mais tranquilidade para trabalhar”, afirmou.
Rodrigo Resende disse ainda que entre as prioridades da Usina de Projetos está a finalização do Hospital Regional, cujas obras, iniciadas em 2010 e previstas para 2012, deverão ser entregues com atraso de três anos. “Estamos trabalhando para que a obra fique pronta até o final do ano que vem, mas ainda falta muito dinheiro para sua conclusão. Já estamos com 70% da parte física concluída e agora buscamos recursos para equipar o hospital”, afirmou.

 

 

 

 

 

CUSTOS
O Hospital Regional vai atender a 1,3 milhão de pessoas em 55 municípios que compõem a macrorregião de saúde. Inicialmente orçada em R$ 47,8 milhões, a obra deverá ser concluída a um custo de R$ 78,9 milhões, conforme informa a imprensa oficial do Estado de Minas Gerais. A primeira etapa da obra foi iniciada em 2010 e a previsão inicial era de que o hospital seria entregue à população em 2012.
“É possível sim inaugurar no ano que vem, apesar do tamanho da obra, do desafio de equipar, mas estamos caminhando neste sentido”, afirmou Vladimir em junho de 2011, depois de visitar a obra. Em agosto do ano passado o prefeito disse que o custo da obra chegaria a R$ 71 milhões, além de serem necessários mais R$ 50 milhões para a aquisição de equipamentos.
Ontem, na rápida conversa que manteve com a reportagem, Rodrigo Resende não falou sobre custos, já que o atendimento foi feito por telefone, durante sua estadia na capital. Entretanto, ele sinalizou que a obra pode ser concluída até o final de 2015, mas não garantiu que isso será possível. “Estamos trabalhando para isso, mas ainda falta muito dinheiro”, assegurou.

 

 

 

 

 

 

A OBRA
Com área construída de 23 mil m², o hospital terá 400 leitos, sendo 40 de UTI, e atenderá a demandas de média e alta complexidade, tornando-se a porta de referência da Rede de Urgência e Emergência no Centro-Oeste de Minas. A previsão é que serão gerados 800 empregos diretos.
O hospital terá UTI adulto e neonatal, centro de imagens, ambulatório, bloco cirúrgico e obstétrico, pronto-socorro e enfermarias. A concepção arquitetônica é horizontal, ou seja, em um só nível, o que significa menor custo operacional. O hospital está sendo construído dentro dos requisitos de sustentabilidade, com iluminação e ventilação natural e reuso de água.
Na visita que fez à obra, a reportagem constatou que não há nenhum movimento de operários na estrutura física. Os poucos trabalhadores vistos continuam trabalhando na limpeza do terreno, retirando entulhos e restos de material de construção. De acordo com uma fonte, a empreiteira responsável pela obra, a Marco XX Construções, continua insatisfeita com o baixo volume de repasses financeiros que estão sendo feitos pelo Estado.

 

 

 

Crédito: Jotha Lee

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