segunda-feira, 3 de Setembro de 2012 09:32h Gazeta do Oeste

Impedidos de disputar novo mandato, ex-vereadores de cidade do Triângulo tentam eleger familiares

Um ano depois de terem sido presos e cassados por desvio de dinheiro público, sete dos nove ex-vereadores de Fronteira, no Triângulo Mineiro, indicaram parentes para disputar as a eleição e manter a vaga na Câmara Municipal. Mãe, mulher, filho, madrasta e irmãos foram escalados para cumprir a missão. Enquanto não conseguem reverter a cassação no Legislativo, que os torna inelegíveis por oito anos, os ex-parlamentares, que ganharam destaque em julho do ano passado depois de saírem algemados do Fórum da vizinha cidade de Frutal, quando iriam participar de uma audiência, estão tendo de se contentar em fazer campanha para familiares que disputam pela primeira vez um pleito.

A ex-presidente da Câmara Sileide Faitarone (PP) aposta na vitória do irmão, Sérgio Luiz do Nascimento (PSDC). Já Raidar Ramed (PSDC) quer ver o filho, Carlos Mamed (PSDC), ocupar a vaga deixada por ele em fevereiro do ano passado e está apostando na própria imagem para angariar votos para o “escolhido”. Nos cavaletes nas ruas eles aparecem juntos com a seguinte frase: “Experiência do pai”.

Enquanto isso, João Veraldi Júnior (PDT) e Maurílio Carlos de Toledo (PSDB), o Lilo, tentam emplacar a candidatura dos seus irmãos, Cristiane Veraldi (PDT) e Marcos Toledo (PSL), respectivamente. Já José Marcelo Soares (PDT) quer colocar sua mulher, Cleidiane Soares (PDT), na Câmara, enquanto Samer Saroute (PMN) tenta emplacar a mãe, Aida Saroute (PMN). O ex-vereador Eduardo Florêncio (PMDB) convocou a madastra, Marli Passuelo (PMDB), para disputar o pleito este ano.

Os novos candidatos garantem que sempre tiveram a pretensão de seguir a carreira política. Maurílio justificou que ele e o irmão estão “inclusive” em lados opostos nessa eleição: “Eu apoio um candidato à prefeitura e ele outro”. Samer Saroute, que é também presidente do PMN em Fronteira, contou que até disse à mãe para não sair candidata, mas esse era um desejo antigo dela. “Política para mim é uma questão de idealismo mesmo. Tenho para mim que não compensa sair de onde estou trabalhando, o salário de um vereador e o desgaste não valem a pena”, respondeu por qual motivo não se lançou nestas eleições. Ele garantiu que não tem tempo de ajudar a mãe na campanha.

Cleidiane, mulher de José Marcelo, diz que não é de hoje que seu marido lhe pede para disputar eleição. “Ele sempre quis me colocar como candidata, mas eu não estava preparada. Depois do que aconteceu, eu resolvi sair. Foi o pessoal que pediu.”

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