sexta-feira, 8 de Agosto de 2014 06:23h Atualizado em 8 de Agosto de 2014 às 06:34h. Mariana Gonçalves

Implantação de gasoduto em Divinópolis é prevista para 2016

Em visita a Divinópolis o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rogério Nery

Em visita a Divinópolis o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Rogério Nery, participou da solenidade em que o prefeito, Vladimir Azevedo, empossou oficialmente os membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e o Conselho Municipal de Empregos e Rendas. Na ocasião, o secretário de Estado falou sobre temas importantes relacionados ao futuro da economia do município, dentre eles, a implantação do gasoduto.
Conforme o secretário, o diálogo com os grupos empresarial e político da cidade são de extrema importância para a implantação e até mesmo rentabilidade do gasoduto no município. “Os grandes beneficiados desse processo serão as residências e ainda as empresas, principalmente as de grande porte, que utilizam muito uso de energia, pois essa é uma alternativa barata e segura. Então é uma oportunidade muito grande para o desenvolvimento econômico de uma cidade e isso não somente por reter as empresas presentes no município, mas também porque atrai novos investimentos”, afirma.
A expectativa é de que a implantação do sistema ocorra somente em 2016. O secretário explicou que devido ao atual período eleitoral, entre outros fatores, a realização de empreendimentos por parte do governo é restrita.

 

 

 

 

 

 

 

FAVORECEU
A proposta é fazer com que o gás natural chegue até Uberaba, viabilizando a implantação de uma fábrica de amônia no município, pela Petrobras. O gasoduto partirá de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e percorrerá 457 km até chegar ao triângulo mineiro. Dentre os municípios integrantes dessa rota, por sorte, está Divinópolis.
Conforme o diretor técnico da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), José Luiz França dos Santos, sem a fábrica de amônia instalada em Uberaba, Divinópolis demoraria talvez mais uns nove anos para ter o gasoduto. “A fábrica de amônia é uma âncora para esse empreendimento, que está em cerca de R$ 2 bilhões. O consumo dessa fábrica é basicamente o consumo da metade da capacidade desse gasoduto, por isso ela se faz necessária. Então, sem dúvida nenhuma, a fábrica antecipa o cronograma de atendimento do gasoduto em 26 municípios mineiros”, destaca.
Ainda de acordo com Santos, já está em andamento o projeto básico e executivo para que de fato ocorra a implantação do gasoduto. “Existe um termo de compromisso assinado entre a Gasmig e a Petrobras para fornecimento da fábrica da UFN5 em Uberada, na data de 1º de novembro de 2016, então esse empreendimento tem que ficar pronto na ocasião mencionada”, acrescenta.

Está sendo feito um levantamento em todos os distritos industriais para identificar as empresas que podem ser beneficiadas pelo gasoduto. “Na realidade o gás é um energético que irá substituir energéticos como óleo, lenha e ainda o próprio gás liquefeito de petróleo (GLP)”, ressalta o presidente da Gasmig.

 

 

 

 

 

 

 

O QUE VIRÁ?
Sabe-se que o município já esteve citado entre as opções de localidade para sediar investimentos bastante expressivos, inclusive já houve até a assinatura de protocolo de intenção requisitando a cidade de Divinópolis, porém já faz algum tempo que nada disso se concretiza. A expectativa de novos empreendimentos para a cidade está agora com a passagem do gasoduto. Esta é, inclusive, uma das grandes apostas do poder público municipal. “Com essa nova matriz energética conseguiremos baixar o custo operacional e isso causará um impacto importante, porque baixando o custo de produção os investimentos poderão ser maiores na produção, contratação, e isso vai trazer impacto positivo para o município e região”, declara o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Paulo Cézar dos Santos.
O secretário mencionou também a expansão do Centro Industrial que, segundo ele, será mais um grande fomento econômico para a cidade. “Estamos projetando para o fim desse ano essa expansão com aproximadamente treze empresas. Para o futuro, programamos um terceiro Centro Industrial”, salientou.

 

 

 

 

 

CONSELHOS
O Conselho de Desenvolvimento Econômico tem o objetivo de promover mais ações, analisando Divinópolis e buscando quais pontos devem ser mais abastecidos. “Este conselho sugere, indica e estabelece algumas prioridades. O conselho tem poderes, em alguns aspectos, deliberativos, porém é bem mais consultivo. Ele está relacionado diretamente ao desenvolvimento, atua não só como um suporte, mas também tem um respaldo com a sociedade diante de entidades maiores”, explica Santos.
Já o Conselho de Empregos e Rendas, conforme o secretário tem o objetivo de trabalhar no fomento e na criação de novos empregos e novas frentes de trabalhos. “Esse conselho não atua apenas na questão de trabalhar novos pontos de emprego, mas também de encaminhar e direcionar para o mercado de trabalho. Temos cursos técnicos e profissionalizantes e muitas vezes os formandos não têm o encaminhamento correto. Eles sequer conhecem as possibilidades do mercado. Esse conselho vai trabalhar o desenvolvimento de empregos, a melhoria e abertura de novas frentes. Atuará, ainda, no que tange ao melhoramento da renda”, enumera Paulo Cézar.

 

 

 

 

 

 

CARRO CHEFE
Embora o setor metalúrgico já tenha tido épocas mais promissoras na cidade, o mesmo não deixou de ser o carro chefe da economia Divinopolitana. A passagem do gasoduto pelo município tem trazido também grande expectativa de melhora para este setor. “Creio que é um novo vetor, uma nova matriz energética. Temos uma nova realidade na área metalúrgica que é um dos pontos fortes da economia divinopolitana e que sente tanto a crise mundial. Mas a vinda do gasoduto significa uma energia segura, estável e mais barata, que aumentará a competitividade no mercado. Fora isso, possibilita à cidade atrair grandes investimentos que só virão tendo Divinópolis o gás como matriz energética”, conclui o prefeito, Vladimir Azevedo.

 

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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