sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015 11:34h Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Indicação para cargos respeitará competência e probidade, diz Pepe Vargas

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, afirmou, há pouco, que a composição de cargos do governo, de indicação da presidenta Dilma Rousseff, vai seguir três critérios específicos

Em entrevista a jornalistas, a primeira convocada depois que assumiu o cargo, Vargas evitou comentar a eleição na Câmara dos Deputados, mas disse que o “ideal” seria que os partidos que compõem a base de apoio ao governo formassem apenas um bloco.

“Queremos que os indicados tenham competência e capacidade de gestão para as funções que devem ser ocupadas”, disse o ministro. Outros dois quesitos são o histórico de probidade das pessoas indicadas e o “equilíbrio entre os partidos da coalizão que elegeu a presidenta Dilma”.

Na semana passada, ao tomar posse para mais quatro anos de mandato, a presidenta nomeou 20 novos ministros, manteve 15 e remanejou quatro. Os cargos do segundo escalão ainda serão preenchidos. Após descrever os critérios, Vargas evitou comentar a possibilidade de troca no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e não se referiu a nenhum cargo específico.

Apesar de entender que o governo não interfere nas questões administrativas que envolvem as eleições para o Poder Legislativo, ele disse: “O ideal é que os partidos que compõem a coalizão que elegeu a presidenta Dilma formem um bloco unitário na Câmara dos Deputados. Nossa posição é que o ideal seria um grande bloco”. Os deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG) concorrem ao cargo de presidente da Câmara, a ser disputado no início de fevereiro.

Ainda segundo Vargas, relatos de insatisfações com algum cargo são encarados naturalmente. “Não conheço nenhum governo na face da terra que eventualmente não possa ter uma queixa, isso é dentro da normalidade”.

O ministro também voltou a dizer que não é preciso criar outra comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção na Petrobras. “Entendemos que em um país que tem Ministério Público que atua, CGU [Controladoria-Geral da União] que atua, um Judiciário que atua e uma Polícia Federal que atua, isso é muito mais eficiente e não há necessidade de CPI. Alguém aqui sustenta que esses quatro órgãos não serão sendo eficientes e atuantes no combate à corrupção? Se tem alguém que entende que elas não funcionam, que venham sustentar isso." Para Vargas, essas instituições funcionam e estão sendo eficientes no combate à corrupção.

*Colaborou Yara Aquino

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